15 de abril de 2008

a máquina sobre o robe

do canto do porão tento dormir. meu pai chegou tarde e disse que tinha posto a cama aqui embaixo. eu já a tinha notado, mas até então não me passara pela cabeça pensar se gostei ou não, tinha notado, e ainda não era hora de dormir. hoje penso em dormir mas vejo minha mãe saindo do quarto de roupão, com o cabelo solto feito agora usual, na surpresa das imagens que se alteram ao longo dos anos. o hábito é um mal peçonhento. mas da surpresa de ver minha mãe com o cabelo solto logo migro para o fato que me chamou a atenção, a máquina fotográfica pendurada no pescoço e o sorriso de quem diz 'é duro deitar pra dormir e ficar tendo idéias'.

5 comentários:

maíra disse...

dan, qual o motivo de ter citado a cama na casa do seu pai no texto?

maíra disse...

alias, o cabelo da sua mãe solto está realmente legal.

daniloz disse...

o motivo é que tudo se mistura na promiscuidade de nossos cerebrozinhos, então não vejo mal em escrever da forma em que penso nas coisas.

Tito Peçanha Leitão disse...

tenho realmente gostado do que se tem publicado por aqui, déni...
acho o caminho realmente legal.
e gosto do jeito como você escreve.

daniloz disse...

obrigado, marcioo,
dos palácios e da
nostálgica centopéia
mec-mec