21 de maio de 2008

akira

'um garoto alucinado berrava insanidades do topo de uma pilha de escombros para outro mais abaixo, que lhe apontava uma arma e gritava outras tantas barbaridades de volta quando o raio amarelo lancinante parte da arma pegando o primeiro de surpresa e lançando-o longe num poeirento capotamento montanha abaixo, misturado de capa vermelha e destroços aleatórios; seu braço direito aparece ferido com gotículas de sangue escorrido por debaixo da capa rasgada, como se ali houvesse o resquício de um braço perdido. meu coração de seis anos dispara louco, a imagem se fixa em minha cabeça e começa a girar. sensação assim eu teria uns 12 anos depois, assistindo ao igualmente penetrante evangelion. foi quando outro raio, azul, explode tudo e o mesmo garoto se levanta em meio às ruínas com apenas um cotoco de braço avermelhado em meio aos gritos ensurdecedores de notas contínuas cercado da pele rasgada de um porco refrigerado'. trauma. com meus seis anos de 1992 eu vi um trecho do recém-lançado exemplo de animação cyberpunk akira (1988) até gritar e minha mãe desligar a televisão 'você sabe que se ficar assistindo a estas coisas vai ter pesadelos', um pouco tarde demais porque a noite foi impressionante, tanto que não pude esquecer. quinze anos depois e nenhuma referência de meio de caminho me fizeram bater os olhos nesta edição comemorativa de 20 anos do lançamento do desenho, na locadora perto da casa do meu pai. era domingo, na terça não resisti. o começo e o enredo não tinham nada de familiar, mas, chegada a cena fatídica, eu sabia o que viria, em detalhes. e, surpresa, era exatamente da forma como eu lembrava. lindo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Adorei seu post!

Pessoal, essa eu tenho que recomendar, dois sites interessantíssimos: www.meus3desejos.com.br e www.videoflix.com.br.

Abs.