9 de maio de 2008

a bucha carente

e não é que eu estava em casa, depois de três dias lancinantes sem fazer, pensar ou respirar qualquer outra coisa que não fossem nossas maquetes prediais desmensuradas, quando me chega o marcinho da feira, muito produtiva, claro, com a minha mãe e com a ana, trazendo uma aberração da natureza e dando risada. 'veja só a esponja que eu comprei, não é legal?' no que eu pensei 'what-a-hell?!'. acontece que bicho, desculpe, não posso chamar de outra coisa que não um bicho, um verdadeiro feto-de-baleia-jubarte-encalhado, ressecado e molengo em forma de raízes amarelas tinha até olho! bom, de qualquer forma, é muito interessante a tal da esponja, e achei que o nome perfeito para ela seria justamente o de bucha carente. deitadona ali no peitoril da nossa pseudo janelinha, toda dura, que nem um churro velho largado na sarjeta do largo da concórdia. ela ocupa tanto espaço que nossos xampus ficaram espremidos no canto do sabonete.

Um comentário:

GUGA ALAYON disse...

muito boas ilustra�es. Valeu!