14 de maio de 2008

suco da construção

nunca consegui pensar numa coisa só por muito tempo, perguntem por ai, minha concentração é meio voluntariosa demais e nem sempre fica onde eu quero, muito menos onde eu preciso. de qualquer forma, sempre tentei fazer algumas tirinhas embora nunca tenha tido um resultado satisfatório ou mesmo suficiente para não me envergonhar diante de mim mesmo. este último exercício de desenhar com calma, sem pressa e sem a mesma ansiedade por ter aquele resultado que imaginava como sendo a obra prima máster-season-international-x, que já no primeiro traço apresentava o erro irreparável (irreparável para quem queria que o fosse), o papel amassado e atirado a distância. o papel especial sempre foi demais para mim, sempre fui ansioso, admito, espectativas demais, não é a toa que tenho pouco do que fiz mais novo guardado, salvos alguns cadernos ou cartolinas dos jardins de infância expressionistas, porque da imensidão branca eu me eximia, desenhando pelas mesas e pranchetas formicadas, papéis avulsos reciclados sempre despretensiosos, das provas às notas fiscais que logo se iam embora. digamos que eu aceite um pouco mais as imperfeições do trajeto que antes. na verdade estou mais para entender estas imperfeições como as marcas fundamentais da personalidade, mas daí a desinflar todo um ego, já é outra estória.

Um comentário:

maíra disse...

sabe aquele ditado que diz
que quando esperamos algo grande,
grandes frustrações podem vir junto? pois é.
eu realmente acredito que todo o trabalho é valido. desde aquele feito em notas fiscais até aquele feito no papel mais caro. todos têm seu valor, pois mostram o que você é. e nisto o senhorzinho me ajudou demais. estou até comprando cadernos veja só!
quero ver aquele seu caderninho completo, cheio de desenhos, para você poder comprar um novo!