21 de junho de 2008

idéia de girico

porque num final de semana de maio, já há um bom tempo agora, fizemos eu mais meu irmão e primo, um balanço daqueles de pendurar em árvores, negócio bem precário e por isso mesmo perspectiva ilimitada de diversão. sempre, quanto mais errada uma coisa pode ser, sabemos que pendurar coisas noutras, fazer serviço de amador e ainda por cima chamar os outros a testar só pode dar em merda. bem, até então nenhum motivo forte o suficiente para nos fazer desistir da nossa empreitada pelo balanço, muito menos a barra de ferro ponteaguda de três quilos rodopiando amarrada numa corda que três incompetentes tentavam lançar por cima de uma galho a uns dez metros de altura, sem falar nas criancinhas, nossos primos retardados que logicamente, quanto mais perigosa e infeliz nossa idéia parecia ficar, mais perto eles insistiam em correr. infelizmente ninguém morreu. jogávamos a barra, na verdade eu jogava, pois na mão dos outros dois, principalmente do marcinho, o treco se tornaria um trator desgovernado da morte, e depois corríamos longe de onde ela pudesse cair. bom, desta forma não fomos felizes, então, claro, acho que nenhuma outra pessoa acharia um instrumento mais estapafúrdio e bizarro que o trazido pelo marcinho nesta hora, tratava-se de um bambu de uns 9 metros (nove para enfatizar que era um pouco menor que a altura que queríamos passar a corda), que só conseguíamos (vejam bem, conseguir é um termo um pouco otimista demais) operar em três ao mesmo tempo. colocamos a barra espetada na ponta e atirávamo-la por cima do galho, numa sequência que devia lembrar mais um ritual de acasalamento vegetal aleatório, mas de qualquer forma, estávamos mais próximos do sucesso do que poderíamos imaginar com aquele pinto de macaco gigante, quando, mais ou menos na vigésima tentativa a barra se desprendeu do galho e caiu exatamente no meio do bambu, que logicamente se partiu. fim de papo. mas, ai que entra a ironia, pois deus deve ter achado que nos fazendo desistir perderia sua diversão neste pacato domingo de maio, e fez com que conseguíssemos lançar a corda por cima do galho na tentativa seguinte, à mão livre, genial, parecia mentira. balanço feito, brincamos até cansar, e até a minha avó tentou. o resto está desenhado na tirinha, trocando o sexo para não denunciar ninguém.

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