29 de setembro de 2008

dia após dia

eu quero o amor
da flor de cactus,
ela não quis.
eu dei-lhe a flor
de minha vida,
vivo agitado.
eu já não sei se sei
de tudo ou quase tudo
eu só sei de mim, de nós,
de todo mundo.
eu vivo preso à sua senha,
sou enganado,
eu solto o ar no fim do dia,
perdi a vida.
eu já não sei se sei
de nada ou quase nada,
eu só sei de mim, só sei
de mim, só sei de mim.
o patrão nosso de cada dia,
dia após dia
o patrão nosso de cada dia,
dia após dia
o patrão nosso de cada dia,
dia após dia
o patrão nosso de cada dia.

'o patrão nosso de cada dia'
secos & molhados, lindamente.

tal qual minha presença em minha casa,
que no lugar de ser do nascer do sol
até o morrer do sol, é do já morrido sol
até o nascer do sol, e tudo de novo e de novo.
é dia após dia.

Um comentário:

Beá Meira disse...

Danilo,

Que desenho lindo!
A luz, a sombra o dia passando e você perdendo sua vida por aí.
Não se preocupe a vida é longa.
Você ainda vai agarrar muitos dias pela janela.
Beijos