31 de outubro de 2008

distúrbio de atenção

eu juro que quando imaginei esta tira ela estava engraçada. não sei se era o jeito como ela falava, a voz meio esganiçada daquelas pessoas que se têm em alta conta, o jeitão meio 'guardo o quanto sou foda para mim mesmo porque os outros não o merecem', a perspectiva de alguém que anda muito sozinho, e por isso mesmo aprendeu a rir de coisas estranhas. minha mãe e meu irmão podem comprovar este fenômeno, pois, quando foram me resgatar em paris, encontraram uma figura magricela que falava engraçado e ria de coisas aleatórias sem motivo aparente. andar sozinho nos deixa pensando esquisito. enfim, percebi o quão relativo é o senso de humor, mais, o quão intrincado este está à narratiava. neste caso, o humor é a narrativa, é a forma como a coisa se dá. no caso, não se dá. de qualquer forma, é curioso pensar que pessoas podem pensar coisas absolutamente diferentes à partir de uma mesma cena... eu provavelmente estaria pensando 'uau, então é assim que é o fígado'.

2 comentários:

Tito Peçanha Leitão disse...

gostei muito da tira. mas definitivamente falta um conflito para ser uma tira. acho que precisa de uma continuação. ou mais...

disse...

pelo menos nos diga o que era o estranho volume abaixo do mamilo esquerdo!