29 de outubro de 2008

o bicho do pau

eu tenho a certeza de que, daquelas noites infindáveis em que nos enfiamos nos buracos da labuta, no gume da navalha abrindo espaço no objetivo único e inquestionável; o fim por ele mesmo. cavando fundo demais, porém, despertamos dos desfiladeiros abissais, das congregações de irritamentos e desgraças ribombantes, o ódio irritante, o provocativo e sádico punimento, a pena por tamanho descaramento, o suplício final, no respiro final, na força final, no final do fim, no finalmente, no passo a mais, aquele que são duas teclas ao invés de uma, o ctrl+qualquer coisa que vira ctrl+duas coisas e ai ele aparece. não podemos acreditar, mas é viva e consciente a força punitiva, alguns intitularam-na 'karma', não necessariamente trabalhando ao seu lado, não necessariamente boa, mas existe a entidade inteligente dos paus no computador. ah se existe.

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