26 de fevereiro de 2009

brinquedo de adulto

neste feriado eu gargalhei de alegria enquanto subia a rampa que leva à casa do sítio dirigindo o trator que é nada menos que o formador do conceito de trator para mim. a criança esperneou e sorriu o quanto pôde neste breve caminho em que nada mais importava, e eu pensei que seria um bom camponês, um camponês feliz.

20 de fevereiro de 2009

por um fio

da morte

hoje foi um daqueles dias em que, mal colocado o pé na rua já temos vontade de puxá-lo de volta porque alguma coisa vai dar errado. hoje o trânsito estava foda, e este foda para o ciclista significa perigoso, risco de vida, cu na mão, não passa uma agulha, calças borradas, etc. bem, vou pular a parte em que três busões quase me prensaram, derrubaram, torceram, quebraram, fecharam; vamos direto ao diálogo. pois eu já, por esta hora estava de saco cheio, tinha entendido como seria o percurso, sempre que começa errado, errado se dá até o fim. avenida sumaré, descida suave em direção ao farol, pouco antes do retorno para pegar a inácio. descia eu, sozinho, tranquilo, pela faixa da direita, como sempre, a 45km por hora, ou seja, 3/4 da velocidade permitida na via. ouço uma buzina atrás de mim e o hábito me faz ignorá-la, questões de manifestação política e de costumes de trânsito. a mulher arranca e passa me xingando e buzinando que nem uma condenada e eu lhe mando tomar no cú. não sei por quê, afinal, estava na faixa da direita e não ia devagar. bem, não sei se por ironia do destino ou simplesmente por uma questão lógica, a bicicleta é mais rápida que o carro no trânsito e alcancei a infeliz, eu queria conversar, nada demais. fui recebido com a ameaça: 'você quer morrer?'. bem, o diálogo acabou ai. fiquei com vontade de parar na frente dela e dizer; 'escuta, primeiro; eu só morreria se você fizesse cagada, o que só seria possível se você não soubesse do que se trata o código brasileiro de trânsito, que estipula que todo veículo mais lento, seja ele qual for (bicicleta), deve trafegar pela faixa da direita (confere) sendo que os demais veículos (carro da estressadinha) devem se manter a uma distância de pelo menos um metro e maio deste'. 'com os quarenta anos que você deve ter (falaria isso para irritá-la, claro, ela devia ter uns 30), já deveria ter feito de novo a aulinha da auto escola e prestado a prova de aptidão teórica, e que, se não fez, comprova que está pelo menos três vezes inapta a dirigir'. na verdade na verdade, vontade mesmo eu tinha é de dar-lhe uns belos sopapos.

19 de fevereiro de 2009

Nike Air

quando finalmente resolvi me livrar do meu stabil 3, dignamente amarelo, depois de quase 5 anos de uso em práticas handebolísticas, dei-o a um mendigo que morava ao lado de casa. o tenis não tinha mais uma parte da sola, basicamente os dedões tocavam o chão. ora, não obstante, meu amigo que deveria calçar uns bons 4 números a mais que eu rompeu o pouco couro que restava e fez sua versão arejada do pisante. vivendo e aprendendo.

13 de fevereiro de 2009

o incrível besouro max



ontem à noite, tendo voltado para casa de bicicleta na chuva, entrei no banheiro e reparei que havia um pequeno besouro na minha camisa rosa. pois bem, não tive dúvidas, quer dizer, tive sim, pensei no que fazer com ele, em pegá-lo e colocá-lo do lado de fora da janela, seria o mais amigável, de qualquer forma, aproximei-me da privada e dei-lhe um peteleco. ele caiu lá e ficou nadando. pensei em tirá-lo dali mas não o fiz, mijei-lhe em cima e ele continuou nadando no amarelo. dei-lhe então a famosa descarga, despachei-o para o abismo sem volta, meti-lhe nas tubulações pestilentas e o remorso me corrói.

11 de fevereiro de 2009

10 de fevereiro de 2009

A Day in the Life

hoje eu plantei uma roseira numa antiga muringa, usando a terra de um saco muito antigo que trouxemos ainda da outra casa. é uma terra bonita, daquela preta de consistência apetitosa, mas que estava ensacada há muito tempo; até pensei se não seria o caso de deixá-la aberta um tempo para pegar um ar, talvez um sol, vá saber. mas eis que, muringa já cheia de terra roseira plantada, eu levo o conjunto para a pia para regá-lo e a luz bate na terra. minhocas! meu sangue gelou de alegria, havia duas minhoquinhas se retorcendo na superfície do vaso, lindamente vivas estranhando o sol que lhes iluminava o flanco. uma coisa destas é a melhor que um jardineiro babão pode esperar de seus vasinhos.

8 de fevereiro de 2009

jack london

existem coisas que jogariam por terra qualquer lobo larsen e suas teoriazinhas de matar ou morrer. (na verdade, o próprio jack london sempre deixa bem claro seu triunfo do amor sobre a morte ou qualquer uma das chagas da vida). o instinto paternal deve ter uma força de louco.

5 de fevereiro de 2009

arquitetura contemporânea

eu também não entendo a arquitetura.

'o curioso caso de benjamin button'

fazia tempo que eu não assistia a alguma coisa tão bonita quanto este filme. sabe quando o cinema deixa de ser cinema, a atmosfera se desfaz e você descaradamente vive a vida alheia, compartilha os medos, rouba as vitórias, torce, pragueja, recua e chora esquecendo de qualquer coisa que não diga respeito ao filme? é uma existência resumida em quase três horas, três horas que passam como oitenta anos mas dos quais o sentimento físico se lembra de alguns minutos. nunca eu fiquei sentado tanto tempo sem reparar se mudava ou não de posição, sentindo apenas o peso de uma cabecinha que se me apoiava no ombro de tempo em tempo, e de duas mãozinhas que procuravam as minhas na mesma agonia. nunca mais eu quero assistir este filme de novo, pode estragar esta lembrança tão gostosa que ele mesmo criou. 'o curioso caso de benjamin button'.

4 de fevereiro de 2009

desenhos de aula II

aqui a professora disse: 'três desenhos da mesma árvore; um de longe, um intermediário e um de perto'. este é o mais de longe.
este é o intermediário (praticamente igual ao mais distante).
e este é o mais de perto, feito quase de baixo da árvore e estrategicamente mal-cortado na folha para ter tempo de ir almoçar.
este aqui foi um dia que precisávamos fazer apenas um desenho, sentado na guia da calçada, tendo que, obrigatoriamente desenhar as escadas de incêndio da reitoria.
aqui tínhamos que fazer dois ou três desenhos em sequência, mas começou a chover e eu só fiz um e meio.

desenhos de aula I

esta modelo a gente desenhou tantas, mas tantas vezes que nem aguentávamos mais; como diz a maíra, já sabíamos desenhá-la de cor e salteado.
esta aqui foi nosso primeiro desenho fora do atelier, fazendo uma vista rotativa da praça do relógio. esta vista ai é para os lados do parque villa lobos, empreendimentos de alto padrão SA.
esta era a vista subsequente; virando um pouco à direita, a reitoria com seu estacionamentinho de crias automobilísticas.
bem, tanto reclamamos da outra modelo que a professora resolveu chutar o balde trazendo uma modelo velha e gorda. este desenho ai foi feito desenhando-se só as sombras.
o violino foi um dos desenhos da primeira aula, este feito com a mão esquerda, que me surpreendeu tanto por ter ficado muito melhor que qualquer outro que eu tenha feito com a mão direita.

3 de fevereiro de 2009

100 x 1000


eu e minha bicicleta pesamos aproximadamente 100 quilos. qualquer coxinha num carro pesa 1000.