20 de julho de 2009

meu fim de mundo 8

sempre que eu vou para paúba, o contato com a minha infância é inevitável. parece que existe uma aura que envolve qualquer pensamento daquele lugar tão logo se faz, e não preciso estar lá ainda. como agora; basta a viagem estar planejada, eu saber que estarei lá logo mais, que já sinto o cheiro da casa fechada quando abro a porta, aquela mistura de mofo com mar, o cheiro mais próximo do que consigo definir como cheiro de lembrança. de qualquer forma, este desenho faz uma ponte direta com um desenho que postei aqui nos primórdios do blog, chamado '1994', ou 'cosmonauta dos dias de chuva', das surpresas de se tentar concretizar a imaginação em desenhos. aquele desenho era talvez o único exemplo em que me vi satisfeito com o resultado, e com este agora fico pensando o quanto hoje não tentamos realizar o que não conseguíamos quando crianças. não consigo imaginar outra justificativa para a minha fissura e fascinação pelo tema espacial.

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