25 de dezembro de 2009

lixo

video

É bastante assustadora a quantidade de lixo que geramos para viver nosso estilo de vida. Sim, este clichê que ouvimos o tempo inteiro de infinitos ecochatos que aprendemos a filtrar e dar certa importância - mas nem tanta, de forma que consigamos ser conscientes ao mesmo tempo em que vivemos sem nos transtornar demais - é bastante real, como já sabemos. Depois de ver este vídeo: 'de onde vêm as coisas' eu fiquei bastante sensibilizado pela questão que é esta armadura que fazemos para suportar toda a informação que recebemos de coisas que gostaríamos de não saber e que era melhor que de fato não existissem. O filme é meio infantilóide e tal, mas bastante explicativo de algo que é do interesse do todos nós, (eu aqui gostaria até de fazer um parênteses para falar deste impedimento que temos com as inúmeras 'verdades' que nos são contadas o tempo inteiro, cada uma com seu interesse ou não, mas que começam a fazer este cenário razoavelmente coerente e que já não dá para negar: é muito lixo e a gente mesmo não percebe o quanto). Uma das coisas mais interessantes do vídeo é o dado de que para cada volume de lixo que geramos em casa, o processo produtivo-extrativo gerou 70 vezes mais. 70 vezes! Então esta merdinha que eu juntei no meu quarto em um mês num devaneio burguesinho-ambiento-consciente, que na verdade não vai mudar nada para ninguém, juntou 200 litros de sucata (o cara não teve a coragem de guardar TUDO como seria mais representativo). Eu não acho que eu seja um cara especialmente gerador de lixo, mas ainda sim 200 litros é coisa pra caralho, principalmente se pensarmos que foram criados 14.000 litros para estes meus 200. E isso sem contar a parte que não consegui captar, a parte de resíduos orgânicos, o lixo gerado no meu consumo de energia elétrica, gasolina, gás, madeira, e todo o lixo de coisas que consumi indiretamente comprando comida em restaurantes, por exemplo. Eu não sei o que poderia fazer para melhorar uma situação como esta, quer dizer, saber até sei, mas não sou o novo gandhi nem pretendo sair brigando pela racionalidade da produção e das embalagens, muito menos a revolução do capitalismo, mas algumas coisas como a volta da venda de coisas a granel, como antigamente, quando a 'indispensável' higiene das embalagens à vácuo ainda não eram tão indispensáveis assim para nossa saúde nem o pavor de que alguém tivesse tocado na nossa comida antes de nós justificasse duas embalagens por produto. Meu discursinho dá raiva até em mim, por saber que não me importo tanto assim, como deveria, mas ainda sim, de alguma forma, me importo. E por mais que a coisa toda seja podre, a gente não precisa ser tão podre assim - é uma forma de otimismo sim - mas ficar puto para nada também não adianta NADA. Sei lá, só estou tentando organizar um pouco os pensamentos, mas sempre chego na questão de que se as pessoas de fato fossem sensatas, não estaríamos assim.

Um comentário:

maíra disse...

não sabia que a chituca era lixo! hahaha

brincadeiras a parte dan, eu acho que o simples fato de ter guardado o lixo por um mês dentro do seu quarto, faz você pensar em zilhões de coisas. A primeira, e mais simples, é pensar onde você coloca o seu lixo, pra onde ele vai. Certamente não para o meio da rua, como milhares de pessoas fazem todos os dias e eu insisto em dizer que elas "deixaram cair".