24 de maio de 2010

tamanduateí 13.05.2010 (IV)


último desenho da quarta visita, o 16/16. com este completei a metade do trabalho (ainda falta muito!). mas com este fiquei feliz, depois de me decepcionar com alguns desenhos. eu simplesmente suprimi as linhas que tanto me incomodavam e o efeito foi incrível, na minha opinião. deste jeito valorizei o lápis do registro original e o mantive sem a pasteurizada da canetinha. isso ainda vai me permitir desenhar mais forte e soltar um pouco mais o traço, gostei.



segue abaixo o já tradicional extrato do relato de visita:

'Nesta posição eu finalmente deixo de ver os enormes e horripilantes prédios quadradões que há tantos desenhos eu tenho que retratar. Na margem esquerda não há mais árvores pelas próximas centenas de metros e a curva do rio se mostra inteira. Na margem oposta há uma curiosa deformação na razoavelmente homogênea parede de contenção do córrego, por onde parece sair ou desaguar outro córrego, alguns metros mais alto. Aliás, a calha do Tamanduateí parece ter sido escavada vários metros, porque outros tantos córregos afluentes, inclusive o Anhangabaú, desaguam alguns metros acima do leito dele. Esta curva já permite ver as primeiras grandes construções do centro; o são vito, o poupa-tempo da sé, o banespa e o mirante do vale, e que devem continuar em vista agora por bastante tempo. Uma rua se alinhou ao meu ângulo de visão (que na verdade defini em muito para casar com ela), o que dá uma profundidade incomum à margem direita (esquerda na notação correta), e que só pôde ser representada pela peculiaridade dos ângulos entre as ruas e a curva do rio, mais um motivo para este lugar ser ainda mais notável na estrutura da cidade.'

Um comentário:

Bruno T disse...

esse reflexo da água do rio tá fino!