20 de junho de 2010

da janela







a sensação de ver estas fotos, de encontrá-las perdidas dentro da máquina depois de não sei quanto tempo, foi muito semelhante a de revelar um filme, daqueles que nem lembramos que tínhamos usado. como uso duas máquinas fotográficas alternadamente, embora ultimamente tenha usado muito mais a M3 do que a Canon, ver estas fotos que foram ficando no cartão foi deciosamente surpreendente. para mim, havia apenas 'fotos de céus', porque agora estamos terminando o outono e os pôres e naseceres do sol têm sido fantásticos; vira-e-mexe eu saio correndo com a máquina e o tripé para fazer umas fotos da janela, ai a coisa perde a graça por um tempo, mas depois faço tudo de novo e assim por diante. rapaz, eu fico nesta fissura pelo filme pb que tenho usado tanto e me esqueço como a cor é um treco maravilhoso.


as fotos estão na ordem inversa da que foram tiradas, da última para a primeira, não sei por quê, mas acabaram assim. estas últimas em idade são de bem pouco tempo, tipo segunda-feira, imagino, e fiquei completamente abismado com este vermelho que me apareceu na tela agora que importei para o computador. no visor da máquina, que não é lá muito fiel (ok, não vamos entrar neste mérito de que visor/monitor/reprodutor virtual de imagem é mais fiel), as fotos pareciam 'laranjinhas' apenas, nada demais. tinha me esquecido que a definição vai além deste mini LCD das câmeras, ainda fiz questão de ver as fotos em tela cheia com fundo preto, o que muda completamente a percepção. aliás, fundo branco deveria ser proibido para ver este tipo de foto, mas isso me faria um assassino colocando elas no blog assim. de qualquer forma, fica por conta de cada um.


esta me surpreendeu especialmente, foi tirada com a tele, 250mm montada no tripé, infernal, porque nem assim parava de tremer, daí a surpresa, fora a cor, o clima meio apocalíptico blade runner, enfim, o ar que respiramos.


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