16 de junho de 2010

tamanduateí 10.06.2010 (III)


desenho que eu estava devendo da semana passada ainda. esta semana fui na quarta desenhar para que o meu irmão pudesse ir também, já que 'quinta-feira é o único dia que eu não posso'. de qualquer forma, este aqui foi feito enquanto eu conversava com um técnico da saisp que instalava uma estação de medição do nível das águas, etc, lá na ponte da avenida mercúrio.


e agora o tradicional recorte do relatório de visita:

Desenho 25:
Já do outro lado da ponte da Avenida Mercúrio, o viaduto do Diário popular contracena de forma interessantíssima com a vegetação surpreendente do parque D. Pedro que se vê apenas ao seu redor. Todo o skyline que parecia justaposto às construções em primeiro plano na verdade se encontra afastado pelo parque, que hoje serve de dormitório de mendigos e conexão entre estruturas diversas de transporte; um não-lugar. O parque D. Pedro, ao contrário, tem um maravilhoso potencial para virar um Central Park da vida, respiro fundamental da cidade de Nova York. Mas ninguém se deu conta disso, pelo menos ninguém com poder de fazer alguma coisa.
Chega a ser ridículo olhar o desequilíbrio compositivo deste desenho, o tráfego todo espremido na margem direita do rio, sem vista inclusive para ele, enquanto do lado direito este enorme campo verde de respiro se abre no coração da cidade, cortado por não sei quantas avenidas e ruas com extremos opostos de intensidade de circulação.
Nesta curva do rio, há uma quantidade assombrosa de material acumulado na margem direita, a margem de deposição de sedimentos. Já na outra margem, um pequeno jorro de água perpendicular ao rio, cai fazendo barulho e espuma na água turva, aliás, de uma cor que não sei nem descrever.

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