23 de junho de 2010

tamanduateí 16.06.2010 (II)


com esta história de relatório final do TFG 1, todo o tempo 'livre' que eu teria para terminar os desenhos como de costume está sendo consumido por este treco. hoje eu tive que sentar e desenhar um pouco senão ia acabar apresentando só os croquis no relatório, hehe, ai não adianta.


e agora, para quem tiver fôlego, o tradicional frame do relatório de visita (que está virando meu relatório final);

Desenho 27:
Desenhar novamente a Avenida do Estado seria meio infeliz, o tráfego me deixaria irritado e seria uma pena descartar uma vista como a do Palácio das Indústrias, tão peculiar à região. Decidimos então subir no viaduto do Diário Popular, andando da praça São Vito até o cruzamento da Avenida Mercúrio com a rua do Gasômetro, caminho muito mais agradável de se fazer do que seguir mais alguns metros pela avenida do Estado e então virar à esquerda no corredor polonês que separa o Palácio, atual Museu Catavento, de um trecho de Parque D. Pedro II até o primeiro viaduto da Rangel Pestana. Para trás da Avenida Mercúrio, para mim há uma enorme mancha negra no meu mapa metropolitano mental, é um local com o qual estou pouquíssimo familiarizado, ainda que o grande galpão da casa das Retortas onde será construído o Museu da História de São Paulo tenha despertado minha atenção nas outras vezes que passei por ali.
Subimos então no Diário Popular, meu irmão preferiu a calçada murada do lado direito, o que se aproxima mais do São Vito, enquanto lhe disse que meu objetivo naquele momento seria a calçada oposta, bem mais exposta ao tráfego. No fim ele veio comigo. Caminhamos fazendo a incrível curva por cima do Palácio, nos aproximando do São Vito, vendo o skyline do centro da cidade, um passeio que recomendo a todos, é realmente bonito. Lembrei de uma vez anos atrás em que havia me perdido da forma mais aterradora de carro pelo centro, à noite, e peguei este viaduto justamente, embora não tenha ajudado a me localizar propriamente, a vista quase apagou o nervosismo que sentia no momento.
Chegando sobre o Tamanduateí, concluí que aquele lugar era o que procurava para finalizar o trajeto. Mais, concluí que terminaria o trajeto com uma vista panorâmica, de praticamente 360º daquilo que define o Parque D. Pedro hoje e seus arredores imediatos, desde seu fim indefinido para perto do terminal quanto as descidas do viaduto e os elementos mais marcantes como o Palácio das Indústrias, o São Vito e o Mercadão, tudo estruturado pelo rio Tamanduateí. Este Parque D. Pedro é um enorme vazio do qual a própria cidade parece se defender, e é um ponto que tem me chamado a atenção justamente por conta disso.
O Palácio aparece como uma fortaleza, o São Vito é um castelo tomado, fadado a ser tirado da jogada para ‘salvar’ o restante, enquanto o Mercado Municipal surge como salvação, atraindo uma elite de turistas e gente ‘digna’ de dentro e fora da própria cidade. O Parque D. Pedro é a terra de ninguém, cruzada pelo rio venenoso, que apenas atrapalha a estrada das riquezas, a Avenida do Estado. Lembrei-me de quando, semana passada, estava desenhando na ponte da Avenida Mercúrio e um casal de turistas me perguntou que rio era aquele, e eu respondi prontamente ‘o Tamanduateí’, mas eles pareceram não entender, ou deram pouca atenção, era retórica, pois já emendaram a pergunta seguinte: ‘este é aquele que alaga que é um horror, né?’. Fiquei meio sem saber o que responder, ‘é, é’ lhes disse meio embaraçado.

Um comentário:

Tito Peçanha Leitão disse...

ficou bacana esse.
você quer colocar meus desenhos no seu relatório? rsrsrs
se quiser te passo.

abs