20 de setembro de 2010

o chamado final

eu tenho desenhado muito pouco ultimamente, isso tem me deixado um pouco triste até. sabe, quando escolhi este tema para o meu tfg eu sabia que havia um lado perigoso, o compromisso em pensar num 'breve' projeto para a região. bem, que estuda ou faz arquitetura sabe que este termo 'breve' para projeto não existe. e o que acontece é que não sei exatamente onde parar. preciso ir até um ponto de onde olhe e diga; 'parece suficiente'. mas cada vez que abro um pedacinho a mais do mapa, ele pede outra dúzia, uma puxadinha aqui, outra ligação lá e quando vou ver estou chegando no ibirapuera. ao mesmo tempo, porém, sem chegar ao ibirapuera, não consigo me convencer, então perco o pé. é 'breve' ou não é? descobri que não tenho muito saco mais para ficar destrinchando cada pormenor de um projeto desta escala, eu costumava gostar disso, mas não tenho me animado muito. corte, planta, elevações? isso já demandava tanto, resolver tudo isso e ainda desenhar depois? e se o projeto vai parando, abrindo as bordas quando eu deveria é estar fechando, dando costura, amarrando tudo, o desenho começa a demorar, o tempo aperta. mas talvez seja bom, assim largo mão de frescura e começo de uma vez. e não tenho mais o que adiar, o papel já tenho, finalmente, fui hoje comprar com a minha mãe; é o mesmo da primeira etapa, 100% algodão, 300 gramas só que um pouco mais branco e liso que o anterior, mais por uma questão de preço e oportunidade que por opção. eu até tinha pensado em fazer num papel mais claro, mas desisti porque achei que o mesmo, que havia sido tão bom, o seria também nesta etapa, mas chegando lá na casa do artista, o branco se escolheu para mim.

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