7 de setembro de 2010

revista 'pesquisa fapesp' de setembro - desenhos


bom, finalmente as ilustrações que compuseram a matéria; esta primeira era para ser a capa, daí os espaços em branco onde entrariam as chamadas, o nome da revista e tudo mais, mas acabou não passando pelos editores por não ter dado peso suficiente à capa. foi uma pena porque gostei muito da ilustração, embora entenda perfeitamente o porquê da crítica; de fato o teto que achei que daria um contraste bacana, mais claro, com o restante mais povoado do desenho ficou claro demais no momento em que os escritos eram acrescentados à capa, dando um aspecto vazio que impedia a cara de uma capa 'fechada', tinha um ar inacabado, branco, insosso. a opção então, principalmente por conta do prazo, foi fazer uma espécie de coletânea de ilustrações internas, e também da capa não utilizada, que formaram a capa final. a montagem foi da laura, bem como todo o layout da revista, impecáveis como sempre. só não posso negar que tenha ficado um pouco decepcionado com a coisa de não ter acertado na capa, mas já entendi que em ilustração editorial acerto de primeira é excessão, para não dizer sorte. nem sempre alguma coisa que consideramos bacana serve aos propósitos do que se espera em determinadas condições, para não citar o imprevisível gosto alheio. e esta decepção está em parte no não ter acertado em cheio, que imagino ser um dos objetivos mais desejados num trabalho deste, tanto porque se faz render mais o tempo, coisa rara e escassa, fora o cansaço decorrente do trabalho. não quero ser arrogante, não é isso, só estou falando do gostinho amargo de não ter 'chegado lá' quanto tudo o que me pediram foi 'uma ilustração para a capa'. ops, caramba, acho que isso merece uma explicação melhor, porque relendo agora o que está escrito ai em cima, parece que estou completamente insatisfeito com o trabalho, o que é uma completa mentira. foi um trabalho bacana pra burro de se fazer, de verdade, foi um prazer imenso desenhar máquinas, grandes espaços, tubos, canos, computadores, carinhas coloridos, enfim, coisas que gosto tanto de desenhar, que são sinceras na medida em que fazem parte de um repertório habitual para mim. aliás, neste sentido considero uma grande conquista ter conseguido estabelecer uma linguagem-tema para a matéria que se seguiu sem grandes alterações de cabo a rabo. imagino que quem desenhe ou faça ilustrações que não sejam somente autorais, como vim a saber que era chamado o meu trabalho quando o fazia para mim mesmo, saiba do que estou falando, que não é coisa simples apesar de parecer.



mas voltemos a falar dos desenhos; o 'abre', como descobri que se chama a primeira ilustração de uma matéria, foi o responsável pela criação da linguagem da coisa toda, e que teve como base a idéia de se trabalhar os centros de P&D (pesquisa e desenvolvimento, vim a saber) sempre com duas cores distintas; tudo o que fosse referente aos brasileiros era amarelo, então na primeira parte da matéria, em que os gringos (azuis) vinham ao brasil criar centros de pesquisa para utilizar nossa mão de obra e recursos naturais, fora incentivos fiscais e etc, iam aparecendo aos poucos os azuizinhos, se mesclando, auxiliando no desenvolvimento dos produtos nacionais até criar uma criatura comum, verde, daí a segunda ilustração, o robozão mistura-de-cores.


e quando digo que fiquei feliz com a cara das ilustrações, não sei se ficou muito claro, mas queria mostrar quão árido é para mim este tema! centros de pesquisa e desenvolvimento no brasil e no exterior! rapaz, o que vocês desenhariam? fico até curioso de saber, mas não queria desenhar apenas microscópios e chips, naquele esquemão ultra-tecnológico que rolava nos anos 80, com supercomputação (16 bytes!), dinheiro, investimentos, troca de conhecimento, coisas tão abstratas, e etc.


e na segunda parte da matéria, a coisa se invertia, o tema eram os centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas brasileiras no exterior.






Nenhum comentário: