28 de fevereiro de 2011

mini-quero-quero

Eu ia correr no final da tarde, esta minha praga de hábito, pela praia, corria até onde aguentasse, o que era um problema, porque depois precisava voltar tuuuudo mais cansado ainda; quem corre sabe, imagino, que correr demais dá até dor de barriga. A areia, para este lado da praia, o vazio, tinha uma característica especialmente irritante que era a de não oferecer NENHUMA resistência até que seu tornozelo estivesse também enfiado na areia, ou seja, não corria, pulava, isso com uma inclinação bastante grande para uma praia e por quilometros a fio. Mas tinha desses passarinhos miúdos que ficavam comendo os bichinhos que a onda traz, parecem uns mini-quero-queros, mas mais bonitinhos. Eles iam avançando comigo enquanto eu corria, voando baixinho, dando a volta por cima do espelho d'água e pousando alguns metros a frente, no tempo exato para que eu os alcançasse em seguida, como se fazendo isso fossem em algum momento ficar livres de mim.

Nenhum comentário: