9 de março de 2010

torres del paine 16.02.2010


aqui a mairinha (fantasiada de corcunda de notre dame) parou para fazer uma foto da vista no primeiro dia de caminhadas no parque torres del paine, no chile. antes de começar, não tínhamos associado o nome da trilha (valle del ascencio) ao que seu significado demonstraria: subida, muuuuuita subida.


400 metros verticais de pura subida, acompanhando o vale do rio de mesmo nome.


vale frisar que, a esta altura, na chegada do parque, eu carregava módicos 25 kg de parafernálias para camping (ou não) nas costas, enquanto a maíra levava outros 15 kg de enlatados e macarrão.


rio ascencio.


cansada ou surpresa?


vale do rio ascencio voltado para a nascente, agora já depois de montarmos acampamento no refúgio de las torres e seguirmos para o mirador da laguna sem nossas conchas de caracol.


foram mais 450 metros verticais, distribuídos em inacreditáveis 100 metros horizontais.


e chegamos à laguna de las torres, de onde podíamos ver os famosos cuernos bicolores.


a pena só foi que pegamos a luz por trás dos cuernos, já era final de tarde e estava bastante frio, mas em compensação eram poucas as pessoas por lá com a gente. depois de um tempinho, descemos de volta para o acampamento e encaramos a única privada para todo o camping e as moscas sanguessugas, tudo resolvido depois de um espetacular macarrão com atum.

Itamonte (II)


pôr-do-sol pós dia chuvoso em itamonte, MG. o amarelo foi aparecendo de levinho, ficando mais forte, virando laranja, vermelho, roxo... e depois um céu estrelado.




parecia mesmo era um incêndio florestal de proporções dantescas vindo montanha abaixo.






até que a coisa se dissipou aos poucos, e a noite caiu bonita, roxa, e um céu de estrelas em profundidade tomou a cena para si.

8 de março de 2010

estudo casa cajamar


estes desenhos são parte de uma apresentação que estamos fazendo (bp arquitetura) desta casinha que projetamos para um terreno 'modelo' num loteamento em cajamar. o projeto não chegou nem no estudo preliminar direito, porque a coisa tinha que ser ligeira.

7 de março de 2010

Itamonte (I)


esta sexta fui para itamonte, MG, muito próximo da fronteira com são paulo e rio de janeiro também. fui com meu chefe para visitar a fábrica da onduline em juiz de fora e depois uma obra que iniciaremos em itamontem justamente. só que, chegando no sítio em questão, tivemos qu esperar umas 4h pela chegada dos donos, de forma que usamos artifícios criativos de fotografia para fazer o tempo passar um pouco mais depressa depois de termos dirigido umas 11h, sendo que o dia começara às 4h30 da manhã.


o negócio foi deixar a minha máquina com exposição máxima antes do 'bulb', o que significa 30 segundos de exposição para brincarmos com a luzinha do celular e uma pequena lanterna.


as composições foram se aprimorando e tornando-se cada vez mais complexas.


até arriscarmos um pouco de arte menos abstrata (em tese).






e para completar, o zé dava uma piscada de flash para cada nova posição minha na foto, fazendo esta aparição um tanto macabra.

4 de março de 2010

blue thunder 02


dando sequência à série 'blue thunder', usei aqui aquelas canetas à prova d'água da faber castell, uma aguada de nanquin de sábado, papel colorplus preto e canson texturizado para fazer os recortes do quadrinho.

3 de março de 2010

el chaltén 14.02.2010


começo da trilha (entende-se subida) para o passeio chamado 'laguna de los tres', mas que é mais comumente chamado de fitz roy, por ser esta a montanha (cerro) mais marcante no passeio que sai também de el chaltén.


vale de el chaltén.


no caminho, uma surpresa agradável; 5 ou 6 pica-paus apareceram bem na nossa frente. não tinha muita luz, mas ainda sim deu para ver bem os pássaros-carpinteiros de cabeça vermelha. o legal é que eles esperaram o paspalhão aqui ficar trocando as lentes da máquina!


vejam que olho do mau eles não têm.


eles ficam bicando a casca das árvores para comer uns vermezinhos, tipo uns cupins, que ficam lá dentro. a gente chegou a ver um deles com um cupim destes na boca, se remexendo. a madeira desta árvore mais abundante lá me pareceu muito mole, não sendo (talvez seja uma coisa boa) adequada para construções. inclusive as pontes por que passávamos, improvisadas no caminho, cediam bastante e normalmente só se atravessava um por vez.


mairinha e seus tampões de ouvido mais que necessários, o vento era tão forte que entrava por uma orelha e saia pela outra em alguns momentos.


riozinho com vista para o cerro fitz roy.


jogo de vermelhos.


mairinha numa escala mais adequada de como nos sentimos na maioria do tempo em montanhas.


anda, frio, veste, sobe, calor, tira, venta, frio, põe, tira, sol, tira mais, põe de volta, ê vida complicada.


depois de subir 500 m verticais (em 3 m horizontais), parecia que já estávamos perto da laguna. a maíra nesta foto está andando num dos patamares que a geleira criou durante as eras glaciais. hoje em dia elas se encontram mais recuadas que antes, de forma que a lagoa está só no patamar mais alto da montanha.


muito provavelmente, esta é uma ex-laguna, hoje um charco.


pois é, somos realmente insignificantes por aqui.


sol, por favor, sol. ah, e não se esqueça de fazer o vento parar!


gelo no sol. um finzinho de neve para dar um gostinho.


rá! a outra foto de nós dois juntos.


cerro fitz roy com laguna de los tres a frente.


já se preparando para a descida (tomando coragem). eu adoro a posição dos pezinhos da maíra nesta foto.


vertedouro. por onde a laguna vai sendo drenada para uma outra, uns 300 m abaixo.



a maíra ficou indignada (com razão) ao ver um pedaço de saco plástico preso numa pedra dentro da laguna. foi lá e pegou, claro.


este passarucho ai estava já na nossa trilha de volta, num riozinho mais para baixo. curioso mesmo é a posição dos olhos dele na cabeça, estão quase fora dela, muito altos.


e ai, cansou?


este é o verdadeiro sabiá-da-patagonia.


margaridas. tinha tanta, mais tanta por estas bandas que chegava a enjoar.


e para terminar, uma montagenzinha da laguna de los tres e do fitz roy (com enfoque nas montanhas, distorcendo a laguna).

28 de fevereiro de 2010

blue thunder 01


esta é praticamente minha primeira experiência com colagem, no duro (j. d. salinger ficaria orgulhoso de mim por usar esta expressão). é uma nova série que estou iniciando agora, chamada blue thunder, e que logo mais explicará por si mesma o porquê do nome. quem frequenta a minha casa, mais especificamente o meu quarto, deve acabar reconhecendo este quadro, e isso é de propósito, pois quero fazer algumas alusões claras a referências pessoais minhas e cotidianas nesta sequência de trabalho que dei início agora. usei aqui papel colorpus preto 180 gramas, se não me engano, um canson texturizado, caneta tinteiro e uma aguada de nanquin, montando tudo no meu tradicional caderno colorido número 2. pode ser que eu venha a trabalhar num bloco canson solto, para me deixar mais à vontade nas experimentações e não cair na conversa de me prender demais ao resultado mais apresentável que é a proposta deste caderno em especial.