Chamo este desenho de 'O grande buraco do Pari', num daqueles pontos onde as diversas camadas da cidade estratificada se tornam visíveis umas às outras.
Eu poderia ter feito uma tirinha que remetesse à anterior, respondesse aos comentários que recebi por parte dos ciclistas e mesmo do pessoal que escreveu depois de lê-la. Não quis. Da mesma forma que um dia acordamos de mau-humor e no seguinte de bem com a vida, resolvi seguir adiante, que é, no fim das contas, o que acabamos fazendo.

O TFG do Zene foi o campeão da rodada, pelo menos ao meu ver. Fico até meio assim de falar mas acho que estas coisas devem ser ditas, taí, espero que ninguém se ofenda. Amarrado de cabo a rabo, foi um projeto emocionante, no duro. Repito aqui de novo aquilo que disse algumas vezes já; ainda bem que não pretendo fazer projetão de arquitetura, senão passava vergonha. Enfim, seda rasgada à parte, são estas as fotos que tirei no dia da apresentação.




E no meio da galera sendo fotografada sem preceber (ou tão de saco cheio de mim que nem se dava ao trabalho de demosntrar algum interesse, hehe), surge a comparsa antenada.
Este desenho foi feito em par com o próximo, que publico aqui amanhã. Este mostra a implantação deste enorme ginásio que na verdade é uma referência ao mini-ginásio do Pier Luigi Nervi em Roma, mas que aqui é incorporado ao Clube da Curva. À esquerda o trajeto segue em diração ao Pátio do Pari, enquanto à direita, o próximo desenho mostrará a chegada do clube e o caminho percorrido, além da Avenida Cruzeiro do Sul.
Ontem, no meio da tarde, o editor da Folha me ligou perguntando se eu poderia fazer uma 'ilustra' como eles dizem para ontem mesmo. Eu disse que sim e tal, mas ele falava daquele jeito 'você está livre agora ou tem muita coisa?', mas sim, disse que estava livre. Então ele me lança esta; dez ilustrações, uma para cada uma destes destaques científicos da década, para daqui a uma hora (mesmo). Eram 16h30 quando ele me ligou, o email com as coisas chegou umas 16h40, até começar mais um pouquinho, ai aquela correria, desenha, pinta, nanquim, abana o papel para secar rápido, arma o escaner, escaneia, trata separa, nomeia, escreve email, envia, 18h em ponto. Velocidade récorde. Valeu a pena, no final das contas foi a ilustração mais simples de fazer porque não teve tempo para entrar em crise. E hoje, quando peguei o jornal e vi que saíram redondinhas (as que eu mandei, abaixo, foram todas 5 x 5 cm, formato que eu escolhi porque nem isso ele tiveram tempo de ver direito, correria suicida que é jornal).







