Mostrando postagens com marcador causos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador causos. Mostrar todas as postagens

7 de agosto de 2012

cumpleaños

 Neste aniversário ganhei Moebius, Hugo Pratt e Wisky. As pessoas estão começando a me entender!

1 de novembro de 2011

entrevista para a 'fluster magazine'

Hoje saiu uma entrevista que dei há algumas semanas para esta revista digital chamada 'Fluster Magazine'. Os caras chegaram em mim muito provavelmente pelo Flickr e se mostraram muito interessados no meu trabalho. Fiz esta pequena seleção de 10 imagens que me pediram, especialmente de quadrinhos, e respondi às perguntas no meu inglês macarrônico. Isso sim foi a parte esquisita, pensar sobre o meu trabalho nos termos das perguntas (ainda que pudesse responder o que bem entendesse), mas decidir o que falar tão resumidamente sobre algo que não é claro nem simples para mim, principalmente um trabalho que não tem um objetivo específico como o meu, isso sim é hardcore. Enfim, a entrevista saiu aqui Fluster Magazine e agradeço enormemente a chance que me deram (e o prazer de saber que gente por ai curte meus desenhos), a internet é realmente um troço poderoso.

17 de outubro de 2011

farewell paruba (VI)

Daquelas coisas que só encontramos em casas de veraneio. Briquei com o meu irmão que estava lá comigo: 
- hahaha, e aposto que atrás da porta da cozinha (que era o lugar onde guardávamos este tipo de coisa) encontraremos um daqueles protetores solares de 2002! - Abri a porta e de fato (isso foi puro chute) tinha um daqueles com a validade justamente de 2002. Ai continuei na brincadeira, pegando este tubo de esparadrapo na mão:
- Este esparadrapo aqui, por exemplo, lembro dele há MUITO tempo, deve ser velho pra burro! - olhei atrás e não deu outra, validade OUTUBRO de 1994. Supondo que estas coisas durem de uns 3 a 5 anos, já que não tinha data de fabricação escrita, deve ter sido comprado na época que a minha irmã mais nova nasceu, em outubro de 90. Pura história, uma relíquia que vou guardar com o final de esparadrapo derretido dentro, certeza!




9 de outubro de 2011

coisas que só o seu avô faz por você

Hoje fui ao sítio com a minha mãe e minha avó almoçar, chuvinha terrível. Aproveitei para espiar no armário perdido de debaixo da televisão, onde foram ficando todas as máquinas 'ultrapassadas'. De lá tirei boa parte dos utensílios das Leicas M3 e IIIf que meu avô não guardou em casa quando as aposentou. Flashes, cabos, slides e carretéis, projetores com e sem som, rolos de filme, etc. Mas as câmeras filmadoras só me interessaram há pouco tempo, foi depois de ver (sim, confesso) o controverso 'Super 8' do Spielberg, que adorei (mesmo com tudo o que se possa questionar). A câmera maior, segundo minha avó contou, é esta americana de 16mm e eles ganharam do pai dela quando se casaram. A menor, 8mm suíssa, meu avô já tinha. Como não entendo nada de filmadoras, posso estar errado em alguma coisa, mas me pareceu correta a aferição da minha avó. A tristeza só é que, de pequenos, mal-tratamos demais a super-8, brincamos com ela a valer, mas me surpreendeu ainda estar funcionando. Aliás, está ai um mérito do meu avô, tudo em ordem, caixas, embalagens, manuais de instruções, garantia da loja (!) etc, todo este tipo de coisa em encontrei no meio das caixas, fora equipamentos que com um paninho já ficam reluzentes. Vou ao centro qualquer dia destes procurar por filmes e por alguém que possa dar um tapinha nelas. Depois, filminhos super 8 por aqui, hehe.





























31 de agosto de 2011

wannabe

Itálico em sua morada, imitando (imagino que sem querer, uma coincidência, então) a cuspida de fumaça do Gansburg no folheto do filme deste ano.

passe escolar

Quem se lembra do passe-escolar pré-bilhete único? Tinha que ir lá no terminal pegar a 'cota', uma porrada de bilhetinhos juntos numa folhona picotada. Achei este perdido dentro de um livro, estava para marcador já.

22 de agosto de 2011

cartão de aniversário

Recebi uns dias depois do meu aniversário este inacreditável cartão de aniversário do meu querido amigo japs, conhecido no mundo dos civis como Rodrigo Okuyama, o papa da arte em stencil.

17 de julho de 2011

o saco de lego


Meu irmão Lucca tinha este saco de Lego desde que eu me lembro por gente. Lembrava dele ser enorme, daquele 'beirando o infinito' que as crianças sempre imaginam, uma medida que muda tanto quanto nosso tamanho. Depois de um tempo a costureira da minha avó chegou a fazer um para mim e para meu outro irmão para guardar o nosso lego, só que tinha argolas costuradas por fora, que não durou muito tempo. Este do Lucca era 'original' do Lego mesmo, tem até uma etiqueta com a banderinha costurada, deve ser por isso que tem já uns 20 anos com ele. O que eu não sabia na época é que já tínhamos umas 5 vezes mais lego que ele porque nos anos seguintes acumulamos um monte, era quase regra pedir lego de presente em casa. Domingo retrasado, com meus sobrinhos, fomos à casa dele e brincamos mais um pouco, para dar um gostinho e lembrei desta história toda. O engraçado - e muito elementar - de se brincar de lego e que eu nunca me lembro até brincar, é que as nossas costas não são mais as mesmas.

6 de maio de 2011

alpha-mother

Dei de cara com esta cena logo cedo, indo trabalhar. Este é praticamente um fotograma do que vi, guardadas as proporções, claro; registrei tão logo cheguei ao escritório. E fiquei pensando nisso um bocado, esta cena da peruona estilo 'nem dá para perceber que eu tive três filhos' carregando seu filho pródigo, o brinquedinho mais novo, enquanto duas babás cuidam dos outros dois filhos. Em casa provavelmente uma terceira aguarda o fim da encenação - o passeio na pracinha, no clube com toda a prole, numa exibição entre as outras mães do círculo - para cuidar de fato do rebento. Fiquei emocionado. Aposto como é daquelas que tem um banheiro para ela e outro para o maridão, porque nem cuspir na mesma pia devem poder (esta foi à la delijaicov, hehehe), se bobear instalam coleiras anti-latido nos meninos, que dizer brinquedinhos ou troféus.

23 de março de 2011

pomada ovomaltina®

Meu irmão Lucca voltou agora do monte Roraima e me trouxe este regalito bastante peculiar encontrado nos cantos mais remotos da Bolívia. Trata-se de uma pomada de Ovomaltine que desperta, porém, algumas questões quanto às suas possibilidades / intenções de uso:
A. É uma simples e inocente bisnaga com massa de chocolate numa forma divertida para crianças brincarem ou para confeiteiros fazerem sua arte em bolos.
B. É Ovomaltine em forma pastosa e concentrada para ocupar menos espaço que a lata habitual.
C. É uma pasta de dentes pra lá de especial.
Mas quando se lê o escrito menor, 'Alimento para untar', no canto à direita, abrem-se novas possibilidades:
D. É uma massa com grande oleosidade usada para untar formas de bolo no geral.
E. É uma massa com poderosa capacidade lubrificante para se 'untar a forma', numa interpretação um pouco menos tradicional, daí se explicaria a pessoinha pulando de pernas abertas na imagem.
F. É um lubrificante íntimo saborizado com o delicioso aroma do brand 'Ovomaltine', daqueles à la mocinha que passa creme de amendoim para o cachorro lamber.
G. Seria melhor se fosse de Nutella.

17 de março de 2011

reapresentação do tfg

Ontem à tarde, no dia do aniversário do Zene, fui à Fau (eu, Zene e Bianca) reapresentar o TFG para a turma dos tfgs 1 e 2. Sensação bem esquisita de estar lá sem ser como aluno, mas muito boa. Definitivamente gostaria de dar aula.

21 de fevereiro de 2011

ordinário: rafael sica

Esta sexta fui no lançamento do livro 'Ordinário' do Rafael Sica. Desde que descobri o blog dele uns anos atrás, acompanho quase que diariamente o trabalho do cara, que é fodido demais. No lançamento, quem costuma mais ou menos frequentar lançamentos de HQs deve bem saber, são geralmente meio sacais, cheguei depois de umas cervejinhas porque a luz tinha acabado no escritório e então meio que encerramos o expediente mais cedo. Desci lá com o Yuri e achamos o troço meio vazio até. Nunca tinha visto a cara do Sica, mas só tinha um careta assinando uns livros meio escostadinho no bar. Cheguei lá, comprei meu exemplar e já fui direto trocar uma idéia com ele. Me apresentei (ai as cervejinhas deram uma força) falei do meu trabalho e tal, que ele disse conhecer (!) e pedi o meu autógrafo. Só que, já tinha dado uma folheada no livro, e não encontrei a minha tira preferida dele, 'Monga, a mulher Monga', de forma que insisti que ele me desenhasse a tal da monga para mim. Dito e feito. Prazer Sica, e fuerza no trampo.

17 de fevereiro de 2011

sobe no coqueiro

Nosso guia, 'Tiago sem H', como ele fazia questão de frisar, era um daqueles negões (no bom sentido, claro) de dar inveja. Preto preto preto preto preto, tão preto que era praticamente azul, não muito alto mas devia pesar facilmente uns 100 quilos. De branco ali só os dentes e o cantos dos olhos, talvez as palmas da mão e do pé também. A coisa mais impressionante, aliás, eram os pés, duas batatas enormes, em nada parecidos com nossas patinhas urbanas. Eram redondos, quase tão largos quanto compridos com uma sola tão curva como o próprio barco. Duvido que haja sapato normal de mercado que lhe sirva os pés. Não que ele precise, pelo jeito nunca usou um sapato na vida, mas ainda sim me perguntei. Conduzia o barco de madeira com motor de popa na maciota, suave. Subia nas ondas certinho, mesmo quando jurássemos que fosse para capotar o barco, descia leve, virava assim ou assado, como se fossem a mesma coisa, era impressionante. Mas ficamos de queixo caído quando este cara nos fez descer na tal da praia deserta, avisando sobre os haitianos e tal, e então nos perguntando se estávamos com sede. Não entendemos exatamente mas ele insistiu perguntando se queríamos água de coco. Bem, as mãos quase que instintivamente foram às bolsas, pensando nos trocados e vendedores de coco. Nosso guia então trepou no coqueiro mais próximo, que devia ter bons 15 metros até a copa, subiu-lhe rapidinho como se fosse quebrá-lo ao meio com o corpo arqueado entre as mãos que puxavam contra as pernas que empurravam. Chegando lá em cima se pendurou nas folhas, qual macaco (sem nenhuma insinuação pejorativa, um elogio, isso sim), balançando intensamente até pôr os pés mais alto que a cabeça em chutes que fariam os cocos simplesmente desistirem de se pendurarem lá também. Não parando ai, ele desceu ainda mais rápido, quebrou uma folha do coqueiro no meio, ficando só com a ponta do talo na mão, e, feito lança, fincou-a no olho do coco abrindo-o num só golpe. Bebemos (quer dizer, praticamente babamos) a água toda e então o cara ainda me pega uma pedra gigantesca e parte a porra do coco ao meio, arrancando a carne dura com as unhas e dando para os branquelos boquiabertos comerem. Acho que um cara destes nunca deixou de receber por um passeio.

15 de fevereiro de 2011

lixos marítimos

Minha família tem uma coisa meio bizarra que é tão normal para a gente que até esquecemos que não é bem assim. Acho que começou com a minha mãe este negócio de ficar olhando pros lixos ou presentes que o mar deixa na praia nas ressacas; aquele monte de coisa meio aleatória que esconde alguns tesouros magnificamente envelhecidos. É que parece que o tempo passado no mar muda a nossa taxação original 'lixo' para qualquer outra coisa mais interessante. Enfim, estávamos eu e minha mãe na República Dominicana andando pela praia a olhar os lixos do lugar (porque são maravilhosamente diferentes de um para outro) quando encontramos este latão ou cilindro metálico enferrujadíssimo. Era quase obscena sua confdição carcomida quando se esperava que talvez contivesse alguma coisa, que fosse selado, lacrado, porque certamente não era mais. Lindo. Agora a novidade da coisa foi minha mãe querer sair numa foto com o achado.