lá e de volta outra vez.
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22 de setembro de 2009
10 de julho de 2009
a consciência vermelha de gil 6
tem uns dias que a frase 'a trilha sonora da sua vida' faz muito sentido. não sei por que diabos, algumas vezes acordo com umas músicas que sequer ouvi direito na cabeça, e fico martelando estes trechos perdidos e deformados por todo o caminho até que alguma outra coisa roube a atenção. bem, neste caso usei uma passagem de 'a summer wasting' do belle&sebastian e o poema sem nome de 'el mar y las campanas', do pablo neruda, se bobear o meu preferido.
6 de julho de 2009
a consciência vermelha de gil 5

'Mas nas transações de troca, essa espécie de justiça não produz a união dos homens: a reciprocidade deve fazer-se de acordo com uma proporção e não na base de uma retribuição exatamente igual. Porquanto é pela retribuição proporcional que a cidade se mantém unida. Os homens procuram pagar o mal com o mal e, se não podem fazê-lo, julgam-se reduzidos à condição de simples escravos - e o bem com o bem, e se não podem fazê-lo, não há troca, e é pela troca que eles se mantêm unidos. Ora, a retribuição proporcional é garantida pela conjunção cruzada. Seja A um arquiteto, B um sapateiro, C uma casa e D um para de sapatos. O arquiteto, pois, deve receber do sapateiro o produto do trabalho deste último e dar-lhe o seu em troca. Se, pois, há uma igualdade proporcional de bens e ocorre a ação recíproca, o resultado que mencionamos serea efetuado. Senão, a permuta não é igual, nem válida, pois nada impede que o trabalho de um seja superior ao do outro. Devem, portanto ser igualizados. E isto é verdadeiro também nas outras artes, porquanto elas não subsistiriam se o que o paciente sofre não fosse exatamente o mesmo que o agente faz, e da mesma quantidade e espécie. Com efeito, não são dois médicos que se associam para troca, mas um médico e um agricultor, e, de modo geral, pessoas diferentes e desiguais; mas estas pessoas devem ser igualizadas. Eis ai porque todas as coisas que são objetos de troca devem ser comparáveis de um modo ou de outro. (...) O neumero de sapatos trocados por uma casa, deve, portanto, corresponder à razão entre o arquiteto e o sapateiro. Porque, se assim não o for, não haverá troca nem intercâmbio. E essa proporção não se verificará, a menos que os bens sejam iguais de um modo. Todos os bens devem, portanto, ser medidos por uma só e a mesma coisa, como dissemos acima. Ora, esta unidade é na realidade a procura, que mantém unidas todas as coisas (porque, se os homens não necessitassem em absoluto dos bens uns dos outros, ou não necessitassem deles igualmente, ou não haveria troca, ou não a mesma troca). (...) Haverá, pois, reciprocidade quando os termos forem igualizados de modo que, assim como o arquiteto está para o sapateiro, a quantidade de sapatos esteja para a casa pela qual são trocados.' (Aristóteles, Ética a Nicômaco - livro 5, p128, trad. Leonel Vallandro e Gerd Bornheim).
Desta forma, o sapateiro está para a casa assim como o arquiteto está para o sapato; ambos precisam do que o outro faz e ambos se necessitam. A necessidade é a medida da troca.
3 de julho de 2009
1 de julho de 2009
a consciência vermelha de gil 3
29 de junho de 2009
28 de junho de 2009
a consciência vermelha de gil 1
11 de maio de 2009
10 de agosto de 2008
27 de julho de 2008
a consciência de gil
25 de julho de 2008
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