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16 de março de 2013

revista antílope 1

 O lançamento da Revista Antílope 1 foi no domingo passado, na Feira Plana, que ocorreu no MIS, quase um ano depois do artigo que escrevi e ilustrei para a edição de estréia.





1 de novembro de 2011

entrevista para a 'fluster magazine'

Hoje saiu uma entrevista que dei há algumas semanas para esta revista digital chamada 'Fluster Magazine'. Os caras chegaram em mim muito provavelmente pelo Flickr e se mostraram muito interessados no meu trabalho. Fiz esta pequena seleção de 10 imagens que me pediram, especialmente de quadrinhos, e respondi às perguntas no meu inglês macarrônico. Isso sim foi a parte esquisita, pensar sobre o meu trabalho nos termos das perguntas (ainda que pudesse responder o que bem entendesse), mas decidir o que falar tão resumidamente sobre algo que não é claro nem simples para mim, principalmente um trabalho que não tem um objetivo específico como o meu, isso sim é hardcore. Enfim, a entrevista saiu aqui Fluster Magazine e agradeço enormemente a chance que me deram (e o prazer de saber que gente por ai curte meus desenhos), a internet é realmente um troço poderoso.

16 de novembro de 2010

sobre bicicletas e ciclistas

Antes de tudo: eu ando de bicicleta todo dia, gosto pra burro disso, não troco por nada. Rodo 100, 120 km por semana, faça sol ou faça chuva, frio ou vento contra. Sou um cara normal; fico feliz, eufórico, puto, deprimido, varia como tudo numa pessoa. Tem dia que andar de bicicleta é o máximo, tudo que eu sempre quis, curto cada segundo. Noutros, que nem hoje que está chovendo, ou quando estou especialmente cansado (treino handebol, corro e ando de bicicleta, estudo, trabalho), triste, ou de saco cheio, isso pode não ser verdade, é custoso, e vocês (ciclistas) bem sabem como um sacana qualquer no caminho pode acabar com nosso humor de um segundo para o outro. Meus desenhos falam sobre isso, sobre o que EU passo como ciclista e imagino que muitos outros devam passar também, afinal, o cenário do ciclista em São Paulo é bem parecido.

Vivemos numa cidade cujos motoristas não têm costume/educação de respeitar os ciclistas e não dispomos de muitos locais de circulação adequada/devidamente segregada/preferencial de bicicletas em quantidade significativa. Os projetos de ciclovia põe em conflito o cliclista e o pedestre, como se andar de biciclieta na cidade fosse brincadeira de criança no parque, ou, mais absurdo ainda, ciclista e ônibus numa mesma pista (!) que deve ser algum plano diabólico para assassinar todos nós, não é possível. Mas não tenho nada contra o automóvel em si, acho que destrutiva é a forma como as políticas foram se sucedendo para torná-lo a única opção de circulação 'legal' na cidade em detrimento do próprio espaço urbano de qualidade (Quem mata, a arma ou quem atira?). As ruas e avenidas são compreendidas como lugares exclusivos (e por direito) de uso dos carros, o que não é verdade. Córregos, rios, morros, tudo retificado, estreitado, modificado para melhorar o fluxo, a pressa, a rapidez de deslocamento em automóvel.

A indústria automobilística, o marketing, nosso estilo de vida, o capitalismo, o que for, fazem a sociedade acreditar que é importante ter um SUV ou um maldito 4x4 para conseguir sair da garagem do prédio, preto de preferência, porque assim se usa mais ar condicionado e se bebe mais gasolina, para andar, obviamente sozinho no banco de couro creme ouvindo Bach. Três canos de escapamento, porque assim sai mais fumaça e o carro parece mais potente, maior e mais imponente, afinal, o 'carro diz uem você é'. Ou então que nem as motos, cujos escapamentos são estrategicamente direcionados de forma a expelir exatamente na altura do rosto de um ciclista que esteja atrás dela, é impressionante a 'coincidência'. Ou aquelas motos enormes estilo estradeiras, que só servem para fazer barulho. Parece, e é, uma verdadeira teoria da conspiração, um ciclo vicioso, um fim em si mesmo.

A grande maioria das pessoas fica muito presa aos meio convencionais de deslocamento, aqueles que ela conhece e que a sociedade costuma mostrar como sendo as opções disponíveis a ela: carro, metrô, ônibus, trem, moto. E de fato, para ir trabalhar de bicicleta, há uma série de inconvenientes a lidar; desde onde estacionar a magrela (já ouvi muito: 'aqui neste estacionamento não pode porque bicicleta risca carro) até onde se trocar, se 'esfriar' depois do superaquecimento proveniente da atividade física que é pedalar, o suor, como transportar sua roupa, sapatos, etc. É necessária uma certa organização, e claro, vontade, porque nem sempre é fácil. E não se trata de um mar de rosas.

E é aqui que eu queria chegar; a todos que têm comentado no blog depois da Ana (obrigado, Ana) ter linkado minhas tirinhas aos blogs do pessoal cicloativista, obrigado por aparecerem por aqui e comentado, é bom ouvir que o pessoal se preocupa com a imagem do ciclista. Mas me recuso a tratar a posição do ciclista na cidade como o mártir do bem, acima da perversidade do mundo de hoje. Eu me sinto assim às vezes, isso me motiva, eu sei que estou fazendo algo bom e que vale a pena, por mim e por todos. Por isso respeito e apoio muito o pessoal que tem estas iniciativas; vejo sempre as plaquinhas do 'um carro a menos', que sempre me inspiram. Mas eu sim sinto raiva também, tenho humor (bom e mau) oscilando durante o dia, vibro e tenho vontade de matar conforme as coisas que me acontecem. Aposto que com ninguém é diferente, não sou um monge zen. E este é um dos motivos da minha abordagem; eu ando de bicicleta, eu adoro, mas também me enche o saco o exagero da causa, posição, o ativismo, a atitude pró-salvação-da-terra. Assim como tenho vontade de queimar o jornal quando as 5 primeiras páginas são propaganda do Hiunday SUV sei lá o que, o 'melhor carro do mundo' segundo eles mesmos. É contraditório, egoísta, esquisita a minha atitude, mas este sou eu.

A questão é que gosto de fazer e ponto. Gosto de andar de bicicleta porque isso me faz bem, não quero convencer ninguém, obrigar, fazer com que se sintam culpados, e é o que acontece algumas vezes e que me incomoda muito. É ainda uma opção para as pessoas. Não digo que não seja um bom exemplo nem algo que devamos deixar de fazer, lutar, por favor, continuem porque é uma coisa importantíssima, só não gosto eu de fazê-lo tão descaradamente. Sei que a minha posição é delicada, ainda mais publicando num jornal de grande circulação como a Folha, mas não quero passar a imagem do ciclista como um anjo, muito menos alguém errado, longe disso, só de uma pessoa com conflitos normais de personalidade, enfim, menos radical que a imagem pasteurizada do ciclista costuma ter. E tirar sarro de nós mesmos, acho algo positivo. Talvez isso ajude a aproximar outras pessoas, enfim, é uma abordagem diferente.

13 de novembro de 2010

janela da alma


eu estava pensando agora cedo numa questão que vem sempre à minha cabeça: eu não enxergo de verdade. não sem uma gelatina colada no olho ou um par de vidros pendurados no nariz. não veria 'nitidez' se não fosse isso, não de longe. tudo para mim seria perto, coisa de um palmo. é estranho pra burro, porque eu me habituei a enxergar, compensar esta deficiência a ponto de muita gente não saber que eu uso óculos. ver, ouvir, deixar de fazê-los, não sei se sou o único que fico a pensar nas situações primordiais; o homem tendo que se virar por ele mesmo, da forma que veio ao mundo, cenários extremos, enfim, delírios. pensando nestas coisas - valores quase absolutos - parece que nossas preocupações são pura mesquinhez.

7 de setembro de 2010

revista 'pesquisa fapesp' de setembro - desenhos


bom, finalmente as ilustrações que compuseram a matéria; esta primeira era para ser a capa, daí os espaços em branco onde entrariam as chamadas, o nome da revista e tudo mais, mas acabou não passando pelos editores por não ter dado peso suficiente à capa. foi uma pena porque gostei muito da ilustração, embora entenda perfeitamente o porquê da crítica; de fato o teto que achei que daria um contraste bacana, mais claro, com o restante mais povoado do desenho ficou claro demais no momento em que os escritos eram acrescentados à capa, dando um aspecto vazio que impedia a cara de uma capa 'fechada', tinha um ar inacabado, branco, insosso. a opção então, principalmente por conta do prazo, foi fazer uma espécie de coletânea de ilustrações internas, e também da capa não utilizada, que formaram a capa final. a montagem foi da laura, bem como todo o layout da revista, impecáveis como sempre. só não posso negar que tenha ficado um pouco decepcionado com a coisa de não ter acertado na capa, mas já entendi que em ilustração editorial acerto de primeira é excessão, para não dizer sorte. nem sempre alguma coisa que consideramos bacana serve aos propósitos do que se espera em determinadas condições, para não citar o imprevisível gosto alheio. e esta decepção está em parte no não ter acertado em cheio, que imagino ser um dos objetivos mais desejados num trabalho deste, tanto porque se faz render mais o tempo, coisa rara e escassa, fora o cansaço decorrente do trabalho. não quero ser arrogante, não é isso, só estou falando do gostinho amargo de não ter 'chegado lá' quanto tudo o que me pediram foi 'uma ilustração para a capa'. ops, caramba, acho que isso merece uma explicação melhor, porque relendo agora o que está escrito ai em cima, parece que estou completamente insatisfeito com o trabalho, o que é uma completa mentira. foi um trabalho bacana pra burro de se fazer, de verdade, foi um prazer imenso desenhar máquinas, grandes espaços, tubos, canos, computadores, carinhas coloridos, enfim, coisas que gosto tanto de desenhar, que são sinceras na medida em que fazem parte de um repertório habitual para mim. aliás, neste sentido considero uma grande conquista ter conseguido estabelecer uma linguagem-tema para a matéria que se seguiu sem grandes alterações de cabo a rabo. imagino que quem desenhe ou faça ilustrações que não sejam somente autorais, como vim a saber que era chamado o meu trabalho quando o fazia para mim mesmo, saiba do que estou falando, que não é coisa simples apesar de parecer.



mas voltemos a falar dos desenhos; o 'abre', como descobri que se chama a primeira ilustração de uma matéria, foi o responsável pela criação da linguagem da coisa toda, e que teve como base a idéia de se trabalhar os centros de P&D (pesquisa e desenvolvimento, vim a saber) sempre com duas cores distintas; tudo o que fosse referente aos brasileiros era amarelo, então na primeira parte da matéria, em que os gringos (azuis) vinham ao brasil criar centros de pesquisa para utilizar nossa mão de obra e recursos naturais, fora incentivos fiscais e etc, iam aparecendo aos poucos os azuizinhos, se mesclando, auxiliando no desenvolvimento dos produtos nacionais até criar uma criatura comum, verde, daí a segunda ilustração, o robozão mistura-de-cores.


e quando digo que fiquei feliz com a cara das ilustrações, não sei se ficou muito claro, mas queria mostrar quão árido é para mim este tema! centros de pesquisa e desenvolvimento no brasil e no exterior! rapaz, o que vocês desenhariam? fico até curioso de saber, mas não queria desenhar apenas microscópios e chips, naquele esquemão ultra-tecnológico que rolava nos anos 80, com supercomputação (16 bytes!), dinheiro, investimentos, troca de conhecimento, coisas tão abstratas, e etc.


e na segunda parte da matéria, a coisa se invertia, o tema eram os centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas brasileiras no exterior.






3 de setembro de 2010

começo do começo do fim - tfg2


este esbocinho sem-vergonha é uma idéia que tive hoje e que deu um certo fôlego ao meu tfg, com o qual eu andava meio em crise. porra, o parque dom pedro, o pátio do pari e toda esta região complexíssima que os envolve estava começando a me deixar meio preocupado. por mais que minha proposta não seja resolver os problemas da região através do estudo mais rigoroso e detalhado que um projeto no sentido arquitetônico da palavra exigiria (como se algum conseguisse, mas enfim), também não quero fazer algo aleatório ou simplesmente retórico, tem que ter algum pé na realidade, algum nexo que conecte a realidade ao sonho, senão não há por que desenvolver tal idéia, vira um simples devaneio, que não é a idéia. e isso estava me deixando agoniado porque percebi que não via (no sentido literal da palavra) a forma dos edifícios ou mesmo do espaço que pretendia aparecendo porque não havia exatamente um rigor por trás de qualquer proposta. o atendimento desta segunda-feira com o delija me abriu um pouco os olhos. então me acalmei um pouco e fui ontem à tarde ao pari, brás e parque d. pedro passear um pouco, dar uma olhada nova por trás daquilo que os muros para o rio obviamente escondem. nova vida. caramba, a feira do pari é incrível, os varejos, atacados, mesmo aquele estacionamento de ônibus horripilante têm uma coisa interessante. e mais, indo até o largo da concórdia, encontrei o viaduto que alguns anos atrás fiz a proeza de pegar na contra-mão. enfim, voltando pela rua do gasômetro ao parque, fiquei pensando mais um pouco e as passagens pedem alguma vida, de fato. seria bacana, já que pretendo transformar parte do parque num balneário, organizá-lo através de um edifício-marquise-minhoca que reunisse os vestiários, banheiros, guarda-volumes, e demais coisas relacionadas à praia em si, bem como albergues, assistência social, refeitórios, etc, numa linha tal qual um calçadão na orla da praia. e de fato o seria. com isso imagino levar uma faixa de vida ao centro do parque, na transversal. esta linha poderia se estender retomando o conceito da galeria prestes maia, conectando a pracinha abaixo do parque do colégio à avenida são joão, ali em frente ao martinelli. depois coloco aqui também os mapas que estou desenhando, fundamentais, na verdade, mas é que achei a idéia da minhoca boa, então me animei de colocar aqui, mesmo que brevemente.

29 de agosto de 2010

considerações da quinzena

eu queria fazer algumas considerações por aqui porque sinto que andei um pouco relapso com as publicações ultimamente.

1. comecei a perceber que o sentimento que tinha com respeito a querer logo acabar a fau tem a ver também com esta fase um tanto mais adulta de escolher de fato um caminho. com caminho quero dizer tanto a escolha profissional, do ganha-pão, como do indissociável prazer de desenvolver com a vida alguma coisa que lhe faça sentido. para alguns isso pode ser mais fácil que para outros, naturalmente, e achava que para mim seria mais ou menos simples definir a profissão, que já havia feito isso ao escolher a faculdade de arquitetura. foi duro aceitar que a arquitetura não é e nem será, imagino, o assunto principal da minha vida. que o aparente desinteresse pelos livros não era preguiça e sim algo mais de dentro, não bate completamente. não abandonei nada, porém, ainda piro com a arquitetura, com partes dela, obviamente, nunca deixarei de pensar como arquiteto e muito menos de apreciar a boa arquitetura, acho que isso já é parte permanente de mim, que se manifesta inclusive em um dos meus afazeres mais importantes, que é o desenho. e trabalhar com arquitetura, tão somente, vira uma coisa árida. não posso reclamar de falta de liberdade no meu atual estágio, pelo contrário, sempre tive oportunidades de expressar minha linguagem nas coisas que fazia, mas ainda sim sinto que falta alguma coisa. eu tenho plena consciência que se largar a arquitetura para só desenhar, vou me enxer, dragar todo o prazer que tenho no desenho, envolvê-lo em estafa e por fim assassiná-lo na rotina. não quero isso para mim, muito menos passar o dia enterrado no autocad. um equilíbrio, então, parece se mostrar ai, conciliar as coisas, dividir o tempo. pois bem.

2. com esta história de ter ganho o concurso da folha, agora já há uns 3 meses, tive esta oportunidade única de trabalhar com um jornal, com certa liberdade até, eu diria, pois com o folhateen, por exemplo, tenho bastante escolha quanto ao que publicar, ninguém nunca me cobrou mais que bom senso. mas com o término destes 3 meses de consurso eu já estava ficando tenso quanto ao meu futuro por lá, pois, ao mesmo tempo em que por um lado a arquitetura me enxia e eu pensava em talvez largá-la, fazê-lo perdendo ao mesmo tempo o emprego no jornal não me parecia uma boa idéia, até porque é uma das coisas mais importantes que já aconteceram na minha vida. ao mesmo tempo, porém, o trabalho num jornal tem carecido de uma contrapartida; nunca ouvi um 'está bom' ou 'tente mudar isso' ou 'isso está uma merda, refaça'. claro que compreendo a estrutura de um jornal deste tamanho, da correria louca e infinita que é fechar uma edição, mas é uma coisa que me faz falta. enfim, depois de me amargurar talvez bastante à toa quanto a estas questões, a maíra mesmo me dizia para ligar logo para o editor e parar de sofrer, falei com ele e de fato continuo por lá, o que me aliviou bastante, embora agora em vez de ganhar uma grana fixa eu passe a receber por trabalho, o que significa trabalhar um bocado a mais para receber um pouco menos (ainda sim não estou reclamando).

3. neste meio tempo, porém, algumas coisas me deixaram feliz, também, como o encontro com um ciclista outro dia voltando do treino; ele me alcançou quando eu já estava para chegar em casa, eu vi que vinha atrás então reduzi para ver qual era a dele, que estava meio ofegante pela acelerada, e foi falando num sorriso 'vim atrás para saber se conhecia o dono do alforge, porque eu conheço quase todo mundo que tem um aqui em são paulo'. eu dei risada e respondi, 'então é não, né' brincando, no que ele disse 'ainda não, né'. sujeito gente boa, trocamos uma idéia rápida, é daquelas coisas bestas mais que fazem nosso dia melhor, conhecer gente simpática. e bem neste dia que minha pilha tinha simplesmente acabado durante o treino, assim, puf, acabou, não tinha mais gás para fazer mais nada direito.

4. outra coisa bacana é que decidi comprar uma lente nova para a minha câmera. foi num dia que não tinha porra nenhuma para fazer no trabalho e então estava dando um tempo na internet, quando acabei por pesquisar algumas lentes para leica. uma das coisas que eu mais gosto na fotografia é justamente o retrato, quanto mais expontâneo melhor, mas com as lentes 35 e 50 mm que tenho, isso ficava meio difícil pela distância necessária ao enquadramento. então me fazia falta uma tele. só que eu me deparava sempre com a questão de esbarrar no filme, no investir em tecnologia mais antiga (não questiono qualidade, veja bem, muito menos prazer), ainda mais em leica, que significa muita grana, sempre. mas ao mesmo tempo eu pensei que, porra, gastar uma grana naquilo que eu tenho realmente gostado muito de fazer, que é fotografar com filme, independente de ter uma boa câmera digital (que, aliás, é só uma outra modalidade para mim), apesar de ser mais prático e barato, não faria sentido. a minha máquina digital é sim muito mais versátil, e por isso eu carrego ela para fazer certos tipos de coisas. agora, comparar o prazer de usar a leica que era do meu avô, putz, não dá. e a isso somei o fato simples, óbvio mas nem tanto, que, apesar de estar comprando um produto usado, estas lentes, da mesma forma que possuem um valor alto hoje, tendem a manter este valor muito mais que uma zero-bala da canon que eu resolver comprar, por exemplo. ai me convenci, agora tenho também uma lidíssima tele-elmar 135 mm toda preta, e estou louco para revelar as fotos que já fiz com ela. aliás, este tempinho que leva do filme de bater as fotos a revelar, é que é incrível.

5. não consegui nada na premiação do programa nascente da usp de novo. este ano me increvi às pressas com fotografia, justamente, falando das minhas experiências em usar o filme, as leicas, etc. não esperava ganhar nada, de verdade, nem sei por que premiariam um projeto destes, na verdade. e sabe que em parte agradeço não ter ganhado (não nego que a grana venha sempre a calhar) porque assim mantenho a minha fotografia num patamar de prazer pessoal, apenas, ao passo que este status de premiada poderia torná-la uma obrigação meio chata, uma obcessão por bons resultados, enfim, uma cobrança que não preciso. aliás, não poderia comparar meu projeto com o do marcinho, meu irmão, por exemplo, que faturou o prêmio na categoria de design com o projeto editorial e ilustrações do conto do cortázar 'orientação dos gatos', e dou aqui meus parabéns oficiais pela conquista.

6. nossa, a ordem destes itens está completamente aleatória, mas tem uma última coisa sobre a qual faltou eu falar. ums dos motivos pelo qual não postei muita coisa nestas duas últimas semanas foi por ter trabalhado muito nas ilustrações para a revista da fapesp deste mês de setembro, que deve sair logo mais. eu gostei muito do resultado do trabalho, apesar do tema ser bastante difícil de abordar para ilustração, 'centros de pesquisa e desenvolvimento de empresas gringas no brasil e vice-versa'. a única pena na história foi que a capa que propus não passou pela diretora, então acabou que fizemos um bem bolado com partes das demais ilustrações, inclusive da capa, para compor a nova. ficou super bacana, a única coisa é que fica uma sensaçãozinha de fracasso de não ter acertado a capa, sei lá, parece meio chato.

2 de julho de 2010

relatório final tfg 1


para quem tiver interesse em ler, este é o relatório final do meu tfg, o texto que amarra todos os textos e que explica mais ou menos o que farei na sequência. achei que ficou bem fluído, então não deve ser uma tortura total, enfim, de acordo com o saco de cada um.