Mostrando postagens com marcador gil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gil. Mostrar todas as postagens

13 de junho de 2010

fovest 09.06.2010

tem algumas coisas engraçadas de se trabalhar com ilustração; você corre o risco de mandar uma coisa e ver outra depois. não que eu tenha achado ruim, longe disso, só achei inusitado ver meu desenho com cores bem diferentes do meu usual. agora, eu concordo que o texto tinha ficado numa posição para a diagramação da ilustração, eu já tinha jogado fora algumas horas com desenhos que não deram certo e apelei para uma composição que já tinha feito uns dois anos atrás. a sala de aula não estava nos planos, muito menos as janelas... daí a estranheza.

10 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 6

tem uns dias que a frase 'a trilha sonora da sua vida' faz muito sentido. não sei por que diabos, algumas vezes acordo com umas músicas que sequer ouvi direito na cabeça, e fico martelando estes trechos perdidos e deformados por todo o caminho até que alguma outra coisa roube a atenção. bem, neste caso usei uma passagem de 'a summer wasting' do belle&sebastian e o poema sem nome de 'el mar y las campanas', do pablo neruda, se bobear o meu preferido.

6 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 5


'Mas nas transações de troca, essa espécie de justiça não produz a união dos homens: a reciprocidade deve fazer-se de acordo com uma proporção e não na base de uma retribuição exatamente igual. Porquanto é pela retribuição proporcional que a cidade se mantém unida. Os homens procuram pagar o mal com o mal e, se não podem fazê-lo, julgam-se reduzidos à condição de simples escravos - e o bem com o bem, e se não podem fazê-lo, não há troca, e é pela troca que eles se mantêm unidos. Ora, a retribuição proporcional é garantida pela conjunção cruzada. Seja A um arquiteto, B um sapateiro, C uma casa e D um para de sapatos. O arquiteto, pois, deve receber do sapateiro o produto do trabalho deste último e dar-lhe o seu em troca. Se, pois, há uma igualdade proporcional de bens e ocorre a ação recíproca, o resultado que mencionamos serea efetuado. Senão, a permuta não é igual, nem válida, pois nada impede que o trabalho de um seja superior ao do outro. Devem, portanto ser igualizados. E isto é verdadeiro também nas outras artes, porquanto elas não subsistiriam se o que o paciente sofre não fosse exatamente o mesmo que o agente faz, e da mesma quantidade e espécie. Com efeito, não são dois médicos que se associam para troca, mas um médico e um agricultor, e, de modo geral, pessoas diferentes e desiguais; mas estas pessoas devem ser igualizadas. Eis ai porque todas as coisas que são objetos de troca devem ser comparáveis de um modo ou de outro. (...) O neumero de sapatos trocados por uma casa, deve, portanto, corresponder à razão entre o arquiteto e o sapateiro. Porque, se assim não o for, não haverá troca nem intercâmbio. E essa proporção não se verificará, a menos que os bens sejam iguais de um modo. Todos os bens devem, portanto, ser medidos por uma só e a mesma coisa, como dissemos acima. Ora, esta unidade é na realidade a procura, que mantém unidas todas as coisas (porque, se os homens não necessitassem em absoluto dos bens uns dos outros, ou não necessitassem deles igualmente, ou não haveria troca, ou não a mesma troca). (...) Haverá, pois, reciprocidade quando os termos forem igualizados de modo que, assim como o arquiteto está para o sapateiro, a quantidade de sapatos esteja para a casa pela qual são trocados.' (Aristóteles, Ética a Nicômaco - livro 5, p128, trad. Leonel Vallandro e Gerd Bornheim).
Desta forma, o sapateiro está para a casa assim como o arquiteto está para o sapato; ambos precisam do que o outro faz e ambos se necessitam. A necessidade é a medida da troca.

1 de julho de 2009

a consciência vermelha de gil 3

como sempre, achei válido publicar o esboço, tenho me apegado bastante a eles.
de resto só consigo lembrar do sentimento que as vezes temos que liberar simplesmente porque senão nos sentiríamos escravos.

28 de junho de 2009

a consciência vermelha de gil 1

estou começando uma nova série da consciência vermelha de gil. tenho pensado bastante ultimamente numas questões que vou, pela primeira vez, tentar expor de forma sequencial numa história mais longa, uma verdadeiro desafio roteirístico para mim. espero que dê certo, eu gosto bastante do gil.

16 de dezembro de 2008

espíritos de porco

bem, toda esta estória começou com a minha mãe querendo ver uma tirinha que eu estava desenhando de cinco em cinco minutos - mãe, por que você não espera ficar pronta? - no que ela me respondeu - porque gosto de ver o processo acontecendo. agora, depois de uns dois meses eu finalmente tive tempo de registrar as partes do processo de desenhar estas tirinhas. a primeira parte, acima, é um croqui que fiz numa folha de sulfite, em dois minutos, para testar o layout que tinha imaginado, ver se os tamanhos dos personagens estavam bons, etc.
neste desenho seguinte, que está com a cor deformada por causa das maracutaias que tive que fazer mal-e-porcamente no photoshop para as linhas aparecerem no scaner, desenhei com um grafite muuuuuito clarinho, mais para me localizar, esboçar as formas na página definitiva e fazer os ajustes necessários para caber tudo.
na etapa seguinte eu comecei a passar à tinta o esboção à lapis, é a hora em que elejo a linha que vai vingar, porque a rabisquera tem que dar lugar a uma forma clara e limpa. o amarelo entra agora para tentar borrar menos com o preto, pois estas tintas à base de água se diluem o tempo inteiro.
nesta parte eu começo a detalhar mais o desenho, logo depois de apagar de vez os vestígios de grafite acrescentar os objetos/hachuras em segundo plano, terminar de pintar as cores claras que agora não vão mais borrar com o grafite.
as outras cores vêm na sequência, junto com o detalhe da roupa, que deixo sempre como a penúltima coisa a se fazer por tradição. as outras cores vêm também.
por fim acrescento os fundos chapados, principalmente preto, para realçar as figuras e refazer algum contorno esquisito. o grafite é a última coisa para tentar não borrar o desenho. eu fiquei pensando se não era meio chato demais contar a estorinha tão 'passo-a-passo' assim, portanto me digam se é desinteressante todo este trabalho. acho que deveria fazer que nem o marcinho que pede para darem uma nota ao post. sintam-se à vontade. ah, sobre a história, eu tenho a certeza de que todo homem é porco, quem aqui conseguir resistir à vontade de mijar em cima da represa de mijo alheio que corte os pulsos e suba ao céu agora mesmo.

14 de dezembro de 2008

autocontrole

eu adoraria saber qual é o ponto do cozimento. porque, por mais que eu tente, há sempre o dia em que eu atiro alguma coisa longe, mais cedo ou mais tarde, sempre.

12 de dezembro de 2008

automatismo

comecei a desenhar esta tira nas vésperas das entregas, quando as primeiras marolas do navio das obrigações balançavam minha força de vontade, despertando a vontade de me poupar, de secretamente dispensar meu pássaro vermelho de tudo isso. a vontade era desligar a cabeça e apertar o botão do 'piloto-automático', - sou um zumbi agora - melhor representada pela abertura da gaiola e expulsão de seu senso crítico. fazer apenas, terminar apenas, rápido e apenas.

24 de novembro de 2008

influenza

porque há vezes em que não há tanto mal em escorrer os narizes e doerem as costas, arranharem as gargantas e tossirem as tripas, estar em casa paga com folga os interstícios da gripe. voltei no sábado à noite do campeonato que reúne a nata do suco do lixo da universidade de são paulo, e já no caminho, soube que estaria doente nesta noite mesmo. missão cumprida, pensei, já que desde terça-feira arrastava o adiamento da doença para depois da viagem, com doses cavalares de vitamina C, aquela que garantiu a cobiçada longevidade de linus pauling, ainda que tão questionada quanto almejada por uma seita de céticos e sanguessugas. bem, tempo em casa é tempo livre, e tempo livre, ainda que roubado do tempo de dever, é tempo de fazer o inevitável. foi estranho passar 4 dias sem sequer pensar em desenhar, curiosa a influência do meio em que nos envolvemos. vai ver o diabo vestido de top e fio-dental vermelhos, chifrinho brilhante e tridente enfiado no rbo são inibidores de criatividade. vá saber. quem vai ao bife sabe do que falo, ainda que torça o nariz ao lembrar da baleia encalhada numa carcomida piscina regan de dois anos atrás, a se refrescar na água quente e turva de protetores solares alheios, com uma bendita canequinha do usp recicla jogando água sobre as vastas costas que mais pareciam uma encosta inteira. gripe por gripe, melhor estar gripado em casa.

13 de novembro de 2008

a queda

'quer uma escada para descer do alto da sua soberba?' dizia meu pai ao meu iluminado irmão, cujo nome não posso revelar por ser detentor de um outro blog denominado 'picanha-leitão'. se ele assim desejar, posso revelar sua identidade para lá de secreta, cof cof.

a consciência vermelha de gil

como eu estava dizendo, minha imaginação saiu voando pela janela e alguém a deixou na portaria. (beá, aposto que desta você vai gostar)

31 de outubro de 2008

porque há dias em que cozinhamos o mau-humor em água fria até este estar encorpado o suficiente para entalar em nossa garganta e ficar com o dedo no disjuntor, pronto a botar a chave abaixo e desligar o conector cerebral que mede o tato social e a simpatia. aliás, palavra tenebrosa e proibida para aos desavisados que se derem ao direito de questionar a verdade universal e irremediável de um dia ao lado do famigerado. as pessoas não entendem que o mau-humor foi feito para afastar os inconvenientes de nós.

29 de outubro de 2008

o bicho do pau

eu tenho a certeza de que, daquelas noites infindáveis em que nos enfiamos nos buracos da labuta, no gume da navalha abrindo espaço no objetivo único e inquestionável; o fim por ele mesmo. cavando fundo demais, porém, despertamos dos desfiladeiros abissais, das congregações de irritamentos e desgraças ribombantes, o ódio irritante, o provocativo e sádico punimento, a pena por tamanho descaramento, o suplício final, no respiro final, na força final, no final do fim, no finalmente, no passo a mais, aquele que são duas teclas ao invés de uma, o ctrl+qualquer coisa que vira ctrl+duas coisas e ai ele aparece. não podemos acreditar, mas é viva e consciente a força punitiva, alguns intitularam-na 'karma', não necessariamente trabalhando ao seu lado, não necessariamente boa, mas existe a entidade inteligente dos paus no computador. ah se existe.

20 de outubro de 2008

violência gratuita

eu esqueci de postar esta tirinha no blog, ela já estava no flickr desde sexta-feira, e na verdade foi feita antes da anterior. aqui eu me senti tentado, depois de ficar a me ludibriar com a lustrozidade das nucas de meus peçonhentos inimigos pessoais. rapaz, como são tentadoras estas acumulações de carne arredondadas semi-cobertas por cabelo, é uma vontade de descer aquele sonoro pescotapa estalando em ecos pelo corredor lotado, tão delicioso que todos incoscientemente se viram para ver quem foi o autor da façanha, até alma santa perde a calma do universo espiritual se vítima de tal desaforo. deus uma vez mais desceria à terra sorridente para comemorar cada pescotapa bem dado. de qualquer forma, ultra-violence é algo inacreditavelmente bom de se desenhar, ainda que seja bastante difícil.