19 de julho de 2010

vampiro emo - folhateen


eu dei muita risada enquanto a mulher da redação me explicava o que eu teria que desenhar para esta matéria; no fim eu consegui entender que era para desenhar um vampiro no melhor do estilo emo, embalado nesta modinha crepúsculo que pira a criançada. a composição foi claramente inspirada no quadro 'o beijo', do gustav klimt, com algumas modificações, naturalmente. o que eu achei mais bacana de 'copiar' uma solução de um gigante como o klimt foi ver como NADA é casual numa obra de um cara destes. é ridículamente planejada, chega a assustar. no fim das contas me senti um crápula surrupiando a estrutura de um quadro tão bonito. na casa da minha tia valéria tem uma reprodução dele, justamente, e vocês podem vê-la aqui, mas o engraçado é que meu pai e o marcinho apelidaram-na de 'panetone', porque, curiosamente, quando se olha de longe, os detalhes se mesclam e a forma não é clara, e de fato lembra um panetone!


e aqui o desenho em tons um pouco mais fiéis que os impressos no jornal.

17 de julho de 2010

good bye old fellow


hoje (finalmente) comprei um tênis novo para andar de bicicleta. é, certamente outro all star, branco, que é para registrar mesmo as manchas da vida, já que deste não tenho reclamação alguma. quando chove, uso sem meia, então o cheiro é uma delícia; quando chove nem sempre ele seca até eu usar de novo, então o cheiro é uma delícia; a palmilha já não existe mais, então além do cheiro ser uma delícia, meu pé roçava na sola do tênis por dentro; sola ele já não tinha mais há um bom tempo, então não era muito impermeável (se é que algum all star é), mas entrava uma dose extra de sujeira dentro; os cadarços estavam amarrados tal nó gódio, o nó cego insolúvel que alexandre cortou com a espada para dar fim ao problema; o cheiro não era muito bom, então eu desencanava de limpar direito; como ele sempre sujava de novo, eu nunca lavei ele, sempre tomou banho de chuva, apenas; existia uma capa de sujeira (história) que é para poucos, só digo isso. uma perícia encontraria até traços de areia do deserto do atacama. eu usei ele, só na bicicleta, por 15 mil kilômetros, digamos que foi com ele que comecei a andar seriamente de bicicleta, desde os meus tempos de piratininga, desde que entrei na fau, na verdade. a sola foi cortada pelo pedal, que ultimamente cortava o meu pé, na verdade, porque a sola que deveria ser cortada ao invés dele já não oferecia resistência, mas o bom mesmo é que ele já tinha, literalmente, o formato do pedal cravado, então era uma beleza. só digo isso, vai demorar para o novo (branquelo) ficar tão bom quanto este aqui. adeus velho companheiro!



15 de julho de 2010

percevejos em NY - folha turismo


ilustração para a folha de são paulo de hoje, caderno de turismo, sobre o problema que nova iorque enfrenta com percevejos. vale a pena ler as dicas um tanto absurdas para escapar das picadas.


a imagem no jornal saiu com um corte meio estranho, fora que a definição se perde e muito, então esta aqui é a versão escaneada que mandei para eles. 10 x 15 cm.

14 de julho de 2010

blue thunder 11


11º quadro da série. uma curiosidade, porém, é que com ele concluí meu segundo caderno winsor & newton colorido, que comecei em 17 de abril de 2009, completando 15 meses de trabalho. se quiserem ter uma 'sensação' do que é este caderno, é só clicar na tag 'caderno 2' que aparece no índice de trabalhos ai do lado direito, são 63 postagens, muito diversas mas que devem dar uma idéia boa da evolução dos desenhos neste ano e meio. os tags 'caderno 1' e 'caderno 3' já estão disponíveis também.

storyboard - folha


ilustrações feitas para uma matéria da folha que não vai mais sair, storyboard de um crime.




13 de julho de 2010

blue thunder 10


décimo quadro da série, comemorado com a introdução de uma terceira (quarta) cor, um elemento novo, a perna, e uma palavra! gostei do resultado, outro astral na coisa.

domingo de sol - santa maria 9 de julho (III)


no domingo de manhã levantei cedinho para dar uma volta com a minha mãe e com o marcinho, ela tinha cismado que íamos ver o tal do maravilhoso orvalho nas teias de aranha por todo o gramado, mesmo com a umidade do ar em torno de 15%, o que, claro, não aconteceu. ainda sim o passeio foi incrível, a luz com a névoa ainda se dissipando estava incrivelmente aconchegante. esta é justamente a árvore que fotografei à noite e que coloquei no último post.



e eis que o pedro vem me pedir no próprio sábado, quando chegamos lá, se eu poderia tirar um retrato de toda a família dele. 'claro!' respondi entusiasmado, esta é uma das fotos que tirei deles, está faltando a mãe, a lili, que não gosta muito de foto, na verdade. pedro, gustavo e luisa, pessoas incríveis que só ajudam a fazer deste sítio um lugar ainda mais especial (rapaz, isso soa piegas pra burro, mas é verdade).


e aqui a mairinha numa foto tão tradicional quanto a foto tradicional, porque tooooda vez que vamos para lá ela está com este gato (gracioso, manhoso, sei lá, nunca me lembro), sentada na escadinha, ele parecendo um tratorzinho de tanto ronronar.


cogumelo maluco, numa árvore caída que fomos descascando, e a cada casca arrancada, uma saraivada de bichos diferentes, besouro, lacraia, formigas.


este cogumelo bizarro também, parece aquela espuma-cola para prender batente de porta na parede.


e este seu besouro ai pareceu incrivelmente incomodado com a luz, sempre que arrancávamos uma casca da árvore, ele corria a se esconder embaixo de uma outra.


estávamos andando pela trilha que acompanha a cerca do sítio, quando de repente meu tio mandou a gente voltar alguns metros para ver o gambá eletrocutado que ele achara semana passada no poste e que ainda estava lá uma semana depois! maior cheiro de carniça.


e aqui a famosa 'vespa-tatu', da qual encontramos duas colméias nas árvores. diz o pedro que a picada dela é pior que a da vespa de fogo (que eu sei, já é incrivelmente ardida).



opa, mais uma do manhoso, que cresceu um monte desde a última vez, e por fim, nossa tradicional foto na escadinha, pela primeira vez com o tripé, de despedida.

12 de julho de 2010

night life at the yellow house - santa maria 9 de julho (II)


série de fotos noturnas de longa exposição que fiz agora no feriado, lá no santa maria durante a noite da fogueira; a criançada brincando, os adultos conversando, os bichos circulando, circulando. esta casinha amarela é a casa dos caseiros, pedro, lili, hustavo e luisa, e as manchas azuis são (em todas as fotos) meu primo andré causando com um óculos do bay-blade com estas luzinhas cegantes azuis.


aqui é bem do outro lado do terreiro entre as casas, oposto à foto anterior, a casa dos caseiros está à direita e a casa onde ficamos está à esquerda.


o tom do céu ficou incrível na minha opinião, principalmente em contraste com o amarelo-ovo da pintura da casa, que se não me engano é cal com pó xadrez (chute total).


aqui meu primo etezinho infernizando o pedro que tentava acender a fogueira.


para tirar esta foto, eu sentei num galho de uma castanheira enorme que fica mais abaixo da casa, que desce até quase tocar o chão, como uma rede estilo mogli, que dá para sentar direitinho. esta é das minhas preferidas, principalmente pela menina-exorcista passando na frente desta fogueira macabra.



e esta é a outra castanheira, que fica atrás da casa junto do galpão onde é guardado o trator. eu fiquei maravilhado com a profundidade desta foto, mesmo à noite, mesmo.

11 de julho de 2010

cerejeiras em flor - santa maria 9 de julho (I)


nem preciso dizer quem foi o grande destaque desta viagem ao santa maria neste feriado. hipnótica, não existe definição melhor para o estado desta árvore. eu tive que me conter para não ficar tirando foto foto foto da cerejeira do pátio, bem ali na frente da escadinha mais tradicional do mundo.



numa outra cerejeira mais para baixo um pouco, ainda nos patamares em frente à casa, finalmente peguei este passarico azul que há muito queria fotografar. o pior é que ele tem umas variações, existe o modelo azul escuro, roxo, asas amarelas barriga verde, marrom, são incríveis.


e este beija-flor não precisei nem me levantar da cadeira para fotografar, ele mesmo se enquadrou na foto.

10 de julho de 2010

o santa maria do meu avô (IV)


como estou indo hoje justamente para o santa maria, nada como terminar de postar as fotos que até agora escaneei do meu avô com seus amigos no sítio, por volta dos anos 50. esta varanda hoje é semi-fechada, tem um caixilho grande fechando duas das três paredes para proteger do vento e da chuva, e já tem árvores grandes em volta também.


e eu preciso levar uma rede para lá da próxima vez, vida ou morte.


agora, voltando aos rituais... vejam que os trajes especiais eram a moda da época.


discutir por futebol também nunca saiu de moda. aliás, falar de futebol com meu avô era só para falar bem do parmera, senão era melhor não falar.


e o tiozinho ai ganhou alguma coisa.

9 de julho de 2010

blue thunder 09


este primeiro esboço eu fiz esperando o tfg do abbud começar, que atrasou bastante, mas valeu a pena porque foi infernalmente bom. foi quando o fábio tirou de mim o caderno para olhar e depois passou para o agnaldo e ai já viu.


este outro já fiz ontem a noite mesmo, enquanto ajustava a composição final. todos os quadros têm 27 x 15 cm, embora a margem não seja formalmente visível, não tem e o desenho nem sempre sangra para todos os lados.


e no final das contas, é um dos meus preferidos até agora.

8 de julho de 2010

new acquisition


putz, eu brinco de sonrisal ou 'sãorrisal' como achava que se chamava, desde que lembro do lucca ter comprado uma prancha de moribugui lá em paúba, nos anos 90 (falando que nem tiozão já). usava uma destas pranchas de bodyboard, brancona e embolorada com uma capa de vinil embaixo, então ela deslizava muito bem naquele filme d'água que a onda deixa. no começo eu ia de joelho só, depois comecei a tentar ir de pé e me arrebentei umas 500 vezes até conseguir. maaaas, uns anos atrás, quando eu estava ficando 'bom' e já me divertia no improviso, uns moleques roubaram minha prancha que não valia 5 reais, sério, de birra só. ai, outro dia me deu na telha que eu estava a fim de fazer de novo, porque em paúba sempre que vou fico passando vontade. bom, decidi comprar a tal da prancha. e para descobrir que hoje em dia chamam a porra do sonrisal de 'skimboard'?! irritante. enfim, comprei uma pranchinha de compensado naval, bacanuda, mas legal mesmo é a capinha no melhor do estilo 'surfeiro-maconhista', hehe. meu pai não parou de me zoar falando que 'macho pega aquele madeirite rosa de obra e deixa o cimento em cima que é para não escorregar'. estou louco para testar agora, espero que sai andando depois.