30 de janeiro de 2009

coisa de criança

- não, não, o certo é assim, ó.
- assim? claro que não, o certo é mais para o meio do pé.
- ai como você é burro, é aqui ó, no dedão.
- claro que não ó, tem que equilibrar, um dedo grande e um pequeno contra três pequenos.
- mas olha como fica torta as havaianas...
- hmmm, verdade.
- viu?!
- pois é... mas fazia mais sentido daquele jeito.

quando a gente é criança, tudo tem um gostinho diferente, né?

29 de janeiro de 2009

estória a 2n mãos

para maiores explicações: esta tirinha eu fiz depois que o marcinho veio tentar um 'ultimato' para cima de mim. fazia já um bom tempo que ele vinha falando para eu fazer uma postagem multimeios no nosso blog conjunto - http://2nmaos.blogspot.com - que vem da idéia de várias pessoas contribuírem com seus capítulos para o andamento da história. eu dou risada pra cacete com esta história toda, mas se interessar, dêem uma olhada lá começando pelo 'texto fundador'.

28 de janeiro de 2009

sangre

porra, e pensar que há uns 400 anos as pessoas faziam a mesma coisa como se, tirando sangue, estivessem colocando para fora o capeta que lhes fazia doentes.

globo de luz

ontem eu estava olhando para o globo de luz no teto e acabei por pensar quão fantástica é esta coisa. uma bola de vidro que engloba uma outra bola de vidro que engloba um metalzinho envolto em coisa nenhuma e enrolado à exaustão que, quando tem eletricidade socada no rabo, brilha loucamente qual estrelinha encalusurada. os seres humanos são mesmo escravocratas.

27 de janeiro de 2009

14 de janeiro de 2009

raios e trovões


ontem à noite choveram raios aqui em casa. de uns 200 que vi, consegui pegar uns três, apenas duas fotos ficaram boas, esta foi a primeira, tirada do meu quarto. foi quando eu percebi que todos eles estavam caindo lá para trás, para a direita, e fui correndo para o banheiro da minha mãe, uma das únicas janelas do prédio para o sul. subi num banquinho de madeira para alcançar a janela, arranquei a fita crepe que 'vedava' o vento e espetei a câmera para fora, apoiando meu queixo no caixilho. não dava para ver muito bem, estava desconfortável pra caralho, mas acho que até que fui bem sucedido, pois peguei um raio 'mudando de idéia'.


12 de janeiro de 2009

aprendendo com corbusa


hoje, um pouco antes do almoço, naquela hora em que se espera porque não há nada melhor para fazer, e esperando se decide desenhar como quem não quer nada além de esperar, peguei o que estava na minha frente, esta cadeira, e comecei a desenhá-la. nisso me vieram várias lembranças, como as maracutaias que fazíamos com seu espaldar 'rodante', verdadeiras acrobacias que provam a real qualidade de um objeto como este. a manobra 'minhocante', que consistia na façanha da flexibilidade de uma criança, a se contorcer em posições inacreditáveis e anti-ergonômicas que arrepiariam qualquer mãe. quando eu mostrei para o chico o que conseguia fazer, ele me contou uma história de quando enfiou a cabeça por entre uns montantes de uma cadeira da casa dele e depois não conseguia retirá-la, de jeito nenhum, e que terminaram com seu avô puto da vida serrando a porra da cadeira enquanto ele chorava de medo do serrote e da promessa de passar o resto da vida preso na cadeira, dizendo que qualquer dia seria eu quem ficaria preso na cadeiram, e que ele só viria em casa para chutar a minha bunda. mais engraçado ainda é lembrar que 'essa cadeira esquisita, desconfortável e cafona, lógico, com este tecido de vaquinhas que não podia ser coisa de homem' era na verdade uma puta cadeira foda, de design refinadíssimo do le corbusier. só que isso, é claro, eu só vim a saber uns 15 anos depois, depois de entrar na fau. e soube também que o corbusa levou em conta no desenho desta cadeira seu nível de diversão e tantas posições inacreditáveis para crianças levadas da breca. ai embaixo tem uma breve descrição das estripulias. ah, claro que passar e rodopiar o encosto com toda força era o pedágio para se passar pela sala e subir as escadas... e logicamente meu pai nos arrancava os cabelinhos... hehehe

blue man

quando estava desenhando esta tira, o marcinho entrou no meu quarto com seu jeito de bichobocomoco -está desenhando? hmmm o que? hmmm não entendi- e eu, já meio sem paciência para explicar o que não está pronto para quem já quer a 'obra revista e ampliada', lhe respondi que ainda falatava a cor para que pudesse ser entendida, brilhante escapatória. agora há pouco, porém, assim que terminei o desenho, ele entrou novamente no meu quarto e pediu para vê-lo. -pois não- e não demorou para que entendesse de uma forma bastante diferente do que eu pensara: como se, no terceiro quadro as duas mãos se aproximando, que, para mim são as duas mãos do 'eu cenográfico' (versão do eu lírico desenhado?) fossem já as duas mãos direitas de duas pessoas diferentes, de forma que, no quarto quadro, uma mão ficasse branca subitamente e descontinuasse a sequência esperada. mas o que percebi agora é que de fato eu deveria ter desenhado, no terceiro quadro, parte das pernas do visitante branco, de forma a diferenciá-los melhor evitando assim confusão. e a cara no quinto quadro me dá raiva de tão estúpida, mas isso acontece pois nada está totalmente sob controle. mas desta pequena desavença me surgiu um pensamento interessante, que somado ao post do tatu (guilherme pianca) no meu último desenho do flickr* (http://www.flickr.com/photos/24056463@N08/3179219541/) fez com que eu reparasse como é distinta a forma de se ver, enxergar, compreender uma coisa tão vasta como a mídia desenhada, as técnicas do olhar de cada um e as bagagens que encaixotam o que cada um repara, quais são as primeiras, segundas e terceiras impressões de um trabalho que nem este. algo que para mim, que gastei umas duas, três horas no papel pode estar completamente despercebido ou imperceptível dentre vícios e automatismos.

8 de janeiro de 2009

5 de janeiro de 2009

o pão nosso de cada dia

esta foi a última tirinha do ano passado, made in paúba. a história surgiu de uma cachorro muito simpático que nos apareceu em boissucanga, quando fomos passear na esperada estiagem, já que nos diluviou por mais de um dia inteiro e estávamos mofando na casa do yuri. o pôr do sol estava bonito e andamos pela praia até sermos abordados por este simpático canino, de nariz estranhamente curto, que resolveu nos acompanhar por um tempo, brincando com uns gravetos que achamos por lá. numa destas o yuri, do fundo do seu poço de tormentas veio com esta idéia falando meio assim: ''ai ele chega em casa com este graveto e a mulher dele lhe diz - astolfo! graveto outra vez?! precisamos alimentar as crianças! eu disse bife, não graveto'' e a história se desenvolveu até que o yuri acabou me 'obrigando' a desenhá-la. achei o desenho da cadela meio infeliz, mas no final das contas o efeito foi o desejado e eu dei aquele sorrisinho quando reli.

21 de dezembro de 2008

minhocão

hoje fomos passear pelo minhocão, forma interessantíssima de 'resolver' os problemas de deslocamento na cidade. não há ruas suficientes? - ora, construa por cima! a dinâmica do apressadismo justifica esta obra que concretiza os desejos do motorista; está com pressa?! passe por cima! e qualquer outro trocadilho infeliz que reúna as palavras burrice, elevado, equivocado, imediatista, autoritário, degradante, humilhante, funcionalista, peçonhento e cancerígeno. o surpreendente é que num domingo ensolarado de trinta e tantos anos depois as pessoas apareçam em suas janelas para limpar a poeira gordurenta que se acumulou durante toda a semana, sorrindo, felizes, claro, não há barulho, só pessoas alegres passeando com seus cachorros e bicicletas tipicamente felizes. é que a rua encosta em suas janelas mas mas não em suas portas, é visual apenas. talvez o ponto mestre, a sacada deslumbrante do 'ensaio sobre a cegueira' do meireles foi por o grupo cego passando tal qual retirantes por cima do minhocão, encontrando na cidade sua mais irônica manifestação de cegueira. o sol turva o ar próximo à pista e passamos como turistas em nossa própria cidade. eu confesso que tenho certa vergonha do meu conhecimento sobre são paulo, não sei se me desinteresso, se evito, sei que há aproximações que ressucitam interesses que o academissismo tratou de afastar. não tenho muito saco para teorizar, é impossível para mim decorar ou sequer lembrar de ruas cuja história não conviveu comigo, mas sentir a cidade que eu tinha como linear fazendo uma enorme curva e aproximando duas pontas por uma enorme ponte que transpõe o limbo cartográfico em minha cabeça despertou um enorme carinho por esta cidade que não consigo ainda chamar de minha. o minhocão nos pôs em um contato esterilizado com o centro da cidade; não andamos pela rua, andamos sobre ela, andamos sobre um parque que se fez de uma das mais escrotas manifestações rodovialistas e perversas que conheço. as perspectivas são uma coisa alucinante, eu recomendo, é mais perto do que parece.

19 de dezembro de 2008

pé torto e quebra-canela

bem, quando o marcinho viu o post anterior me disse - mas é claro que eu ainda tenho o meu desenho, era muito mais legal que o seu, era um dragão mais gordo escalando o castelo e tal - então fui atrás de procurar o tal do dragão. mas eis que, sem aviso nem discrição, me aparece esta foto de quando eu tinha 9 e o marcinho 7 anos, em campos de jordão. reparem nas minhas pernas mais arqueadas que pau torto e este meião que mais parece meio metro de gase enrolado em pata de galinha! mas o negócio fica fera mesmo quando olharmos para o japona do marcinho, rapaz, isso é que era estilo, com estas pantalonas escarlate e este reebok branco. o detalhe é o boné do pica-pau coloridasso na mão e a pose de jacu-pêssego! a gente era bonito e nem sabia, verdadeiras pérolas do agreste.

o dragão do castelo

hoje eu estava fazendo aquela arrumação geral no meu quarto quando me deparei com este desenho que a minha mãe fez para mim há uns quinze anos, quando eu tinha uns seis ou sete anos de idade. o engraçado é que eu lembro dela fazendo, fez este para mim e um muito parecido mas não igual (lógico) para o marcinho. desde então tenho ele guardado, nunca foi um personagem especialmente presente nas minhas brincadeiras, mas acho curiosa a forma como guardei tão bem até hoje um desenho que encontrei poucas vezes durante minha vida. lembro de descobri-lo nalgum lugar surpreendente mais do que dele propriamente. de qualquer forma, sempre adorei este desenho da mamis.

o dia em que a canhota humilhou a destra

para comemorar meu primeiro dia de férias (tecnicamente hoje, mas psicologicamente amanhã) resolvi desenhar um pouco, botando a mão esquerda para se virar. o problema é que ela se saiu meio bem demais, na minha opinião, e chegou quase que no nível da direita, pelo menos no que se refere ao modo de desenhar. o contraste que eu queria óbvio entre o traço da mão esquerda e da direita, e a brincadeira de que a mais hábil só desenha a menos e vice-versa ficaram meio prejudicados com a performance canhota. não sei se a minha mão direita está ficando para trás ou se está na hora dela tentar inventar outro jeito de desenhar porque este até a esquerda já aprendeu! de qualquer forma achei uma bela composição, e uma salva de palmas para a mão esquerda, me surpreendeu.

16 de dezembro de 2008

espíritos de porco

bem, toda esta estória começou com a minha mãe querendo ver uma tirinha que eu estava desenhando de cinco em cinco minutos - mãe, por que você não espera ficar pronta? - no que ela me respondeu - porque gosto de ver o processo acontecendo. agora, depois de uns dois meses eu finalmente tive tempo de registrar as partes do processo de desenhar estas tirinhas. a primeira parte, acima, é um croqui que fiz numa folha de sulfite, em dois minutos, para testar o layout que tinha imaginado, ver se os tamanhos dos personagens estavam bons, etc.
neste desenho seguinte, que está com a cor deformada por causa das maracutaias que tive que fazer mal-e-porcamente no photoshop para as linhas aparecerem no scaner, desenhei com um grafite muuuuuito clarinho, mais para me localizar, esboçar as formas na página definitiva e fazer os ajustes necessários para caber tudo.
na etapa seguinte eu comecei a passar à tinta o esboção à lapis, é a hora em que elejo a linha que vai vingar, porque a rabisquera tem que dar lugar a uma forma clara e limpa. o amarelo entra agora para tentar borrar menos com o preto, pois estas tintas à base de água se diluem o tempo inteiro.
nesta parte eu começo a detalhar mais o desenho, logo depois de apagar de vez os vestígios de grafite acrescentar os objetos/hachuras em segundo plano, terminar de pintar as cores claras que agora não vão mais borrar com o grafite.
as outras cores vêm na sequência, junto com o detalhe da roupa, que deixo sempre como a penúltima coisa a se fazer por tradição. as outras cores vêm também.
por fim acrescento os fundos chapados, principalmente preto, para realçar as figuras e refazer algum contorno esquisito. o grafite é a última coisa para tentar não borrar o desenho. eu fiquei pensando se não era meio chato demais contar a estorinha tão 'passo-a-passo' assim, portanto me digam se é desinteressante todo este trabalho. acho que deveria fazer que nem o marcinho que pede para darem uma nota ao post. sintam-se à vontade. ah, sobre a história, eu tenho a certeza de que todo homem é porco, quem aqui conseguir resistir à vontade de mijar em cima da represa de mijo alheio que corte os pulsos e suba ao céu agora mesmo.

14 de dezembro de 2008

autocontrole

eu adoraria saber qual é o ponto do cozimento. porque, por mais que eu tente, há sempre o dia em que eu atiro alguma coisa longe, mais cedo ou mais tarde, sempre.

12 de dezembro de 2008

automatismo

comecei a desenhar esta tira nas vésperas das entregas, quando as primeiras marolas do navio das obrigações balançavam minha força de vontade, despertando a vontade de me poupar, de secretamente dispensar meu pássaro vermelho de tudo isso. a vontade era desligar a cabeça e apertar o botão do 'piloto-automático', - sou um zumbi agora - melhor representada pela abertura da gaiola e expulsão de seu senso crítico. fazer apenas, terminar apenas, rápido e apenas.

10 de dezembro de 2008

maquete TFG FAAP

torturou três dos meus últimos finais de semana mas ficou demais.
o restante das fotos estão em: http://www.flickr.com/photos/24056463@N08/

rafael sica

bem, este final de semestre está uma lástima, principalmente por causa de uma maquete que estive fazendo com meus sócios (mais chique falar assim, não?) até a meia noite de segunda. acabamos e fomos bem sucedidos, mas não tive tempo de desenhar nas últimas duas semanas, para terem idéia, tenho cinco idéias registradas e uma no meio do parto, todas intocadas nestes últimos dias. sendo assim, resolvi mostrar uma tirinha deste cara, o rafael sica, que me foi indicado por um outro rafael e que desenha demais. o link dele é http://rafaelsica.zip.net e vale a pena dar uma olhada, referência. agora yuri, poderia muito bem ter sido você quem desenhou esta tirinha. este cara tem estas sacadas geniais. ai está.

3 de dezembro de 2008

respiros do porão

hoje encontrei um colega meu,
estava mais velho, cansado e gordo que antes, apático e derrotado habitante do mundo corporativista cinzento, almoçando um pouco da sua juventude num prato de vidro.

27 de novembro de 2008

ensaio sobre a cegueira

é... depois de filme, sabe lá o que mais vão tentar fazer com as coisas.... né yuri?
acho que aqui estamos mais para 'ensaio sobre a ce-gay-ra, uma performance de teatro contemporâneo psico-expontânteo'.
o link para a crítica do yuri está aqui: http://changez-tout.blogspot.com

homeopatia

eu curto homeopatia, sério.

24 de novembro de 2008

mini-dedicatória

eu tinha prometido uma dedicatória à minha menininha, pois bem. (o outro é o brad pitt, um gato preto medrosão de um canino só que é demais)

influenza

porque há vezes em que não há tanto mal em escorrer os narizes e doerem as costas, arranharem as gargantas e tossirem as tripas, estar em casa paga com folga os interstícios da gripe. voltei no sábado à noite do campeonato que reúne a nata do suco do lixo da universidade de são paulo, e já no caminho, soube que estaria doente nesta noite mesmo. missão cumprida, pensei, já que desde terça-feira arrastava o adiamento da doença para depois da viagem, com doses cavalares de vitamina C, aquela que garantiu a cobiçada longevidade de linus pauling, ainda que tão questionada quanto almejada por uma seita de céticos e sanguessugas. bem, tempo em casa é tempo livre, e tempo livre, ainda que roubado do tempo de dever, é tempo de fazer o inevitável. foi estranho passar 4 dias sem sequer pensar em desenhar, curiosa a influência do meio em que nos envolvemos. vai ver o diabo vestido de top e fio-dental vermelhos, chifrinho brilhante e tridente enfiado no rbo são inibidores de criatividade. vá saber. quem vai ao bife sabe do que falo, ainda que torça o nariz ao lembrar da baleia encalhada numa carcomida piscina regan de dois anos atrás, a se refrescar na água quente e turva de protetores solares alheios, com uma bendita canequinha do usp recicla jogando água sobre as vastas costas que mais pareciam uma encosta inteira. gripe por gripe, melhor estar gripado em casa.

16 de novembro de 2008

13 de novembro de 2008

a queda

'quer uma escada para descer do alto da sua soberba?' dizia meu pai ao meu iluminado irmão, cujo nome não posso revelar por ser detentor de um outro blog denominado 'picanha-leitão'. se ele assim desejar, posso revelar sua identidade para lá de secreta, cof cof.

back to black

pensar nos outros pontos de vista é sempre algo interessante, digamos que este seja, porém, bastante masculino...

a consciência vermelha de gil

como eu estava dizendo, minha imaginação saiu voando pela janela e alguém a deixou na portaria. (beá, aposto que desta você vai gostar)

7 de novembro de 2008

no bico do corvo

fazer piada com os pessimistas e mau-humorados é uma forma de enfiar uma faca em meu próprio peito, figurativamente falando, e de dar aquela torcidinha de quando pensamos 'puxa, é uma tremenda idéia para não comer tanto chocolate colocar a barra longe do sofá e se forçar a levantar cada vez que quiser um pedaço', pois, quando estamos de bom-humor, estas idéias geniais são ótimas e até sensatas. mas a idéia aqui é alfinetar meu lado resmungão e mal-criado, mau-humor-em-água-fria, não-me-provoque-que-eu-lhe-parto, quero-atenção-mas-nunca-admito e váááários outros sentimentos semelhantes. em casa tenho repertório infinito de pés-na-covices, basta parar de falar um pouco e se prestar a ouvir milongas e delongas. bem, melhor não me estender muito senão acabo tocando no mau-humor dos outros, não só no meu.

3 de novembro de 2008

catedral de reims


maquetinha-de-porta-de-museu que o cara pediu para montarmos para uma exposição dele como um 'tarado por arquitetura'. deu um trabalho absurdo, 22 contrafortes retardados, papel enrolado há 20 anos... mas ficou bacana.

31 de outubro de 2008

porque há dias em que cozinhamos o mau-humor em água fria até este estar encorpado o suficiente para entalar em nossa garganta e ficar com o dedo no disjuntor, pronto a botar a chave abaixo e desligar o conector cerebral que mede o tato social e a simpatia. aliás, palavra tenebrosa e proibida para aos desavisados que se derem ao direito de questionar a verdade universal e irremediável de um dia ao lado do famigerado. as pessoas não entendem que o mau-humor foi feito para afastar os inconvenientes de nós.