último desenho da segunda visita. ele já estava pronto há uns dias, mas fiquei com preguiça de escanear e montar no photoshop, porque tenho que fazer tudo dividido pela metade e tal. neste eu arrisquei um reflexo no rio, mas cometi aqueles erros meio fundamentais de quem não tinha pensado muito a respeito de reflexos; se a água ia refletir a sujeira na horizontal ou vertical, porque o plano de reflexão é horizontal... ai percebi que o reflexo se mantém vertical, mas até ai já tinha embananado tudo.
definitivamente, um dos meu preferidos. só de olhar eu já solto uma risadinha feliz, hehe. este eu fiz de presente para a maíra, que anda tendo que trabalhar demais lá no escritório. é só lembrar que o terrível-monstro-bakelite pode vir te sequestrar e te levar para andar pela lua.
desenho 7/8. este foi daqueles duros de terminar, sofri um pouco. mas o que mais gostei dele, e que foi justamente por não ter gostado muito enquanto fazia, foi poder arriscar um pouco e ter chegado numa cor de céu um pouco mais condizente com a porcalheira que vemos sempre.
só para lembrar, porque até eu tinha esquecido, esta é a 'minha semana' no calendário pindura!
segundo desenho da segunda visita, o 6/8 até agora. eu esqueci de falar, mas no anterior aconteceu uma coisa interessante; uma menininha veio e ficou olhando eu desenhar, só faltou se apoiar com as mãozinhas e encostar o queixo na prancheta. ai eu disse 'oi', mas a mãe a chamou e ela me respondeu já correndo 'oi-tchau!'.
este é o primeiro desenho da segunda visita. seguindo alguns conselhos, eu 'sujei' mais o desenho para ver se fica um pouco mais 'sugestivamente realista'. bom, eu devo confessar que este é meu preferido até agora. ah, a cor foi uma experiência, achei que deu um toque na medida certa (neste desenho, porque no próximo, já vou avisando, caguei na dose). enfim, gostei deste.
calma, eu estou vivo. mas hoje de manhã, indo para o escritório, tive uma demonstração intensa do que é isso; eu sempre desço um pedaço da fradique coutinho, da wisard até a aspicuelta, onde, aproveitando o impulso da descida, viro à esquerda, subindo em direção à harmonia, simatia, etc. acontece que hoje, descendo este mesmo caminho de todo dia, um segundo antes de passar pelo farol (verde, é claro - eu sempre espero mais acima um pouco o farol abrir para não perder todo o embalo), uma coincidência de fatores me fez diminuir: primeiro reparei numa mulher, japonesa, na esquina oposta, parando antes de atravessar a rua e olhando para o exato lugar aonde eu me dirigia, depois, o sol estava exatamente alinhado com a aspicuelta, no sentido de quem subiria (eu), então uma enorme sombra se projetou no meu caminho, e, por fim, ouvi um barulho alto e próximo. brequei. pimba, um ônibus furou o farol vermelho e fez uma curva inacreditável na minha frente. não dava para ter visto nem desviado se eu tivesse dois metros para frente. os carros que vinham do meu lado fritaram pneu para conseguir parar. eu não me assustei, não como deveria. acho que a ficha não cai rápido, mas fiquei pensando nisso. e o pior é que na volta para casa, já no horário de almoço, tive mais uma experiência, mas desta vez tive mais consciência; estava descendo a inácio pereira da rocha sentido vila madalena até que num daqueles enfadonhos cruzamentos um carro se projetou na minha frente. quem anda de biscicleta sabe que na descida, à partir de uma certa velocidade, a gente não breca exatamente rápido. aliás, isso serve para qualquer um que obedeça as leis da física. bom, o cara percebeu a merda e me deixou um espaço para passar, mas ficou o susto. e, como quase-desgraça pouca é bobagem, na quarta-feira, indo para a aula na fau, passo sempre pela praça do relógio, perto daquela rua dos bancos e tal. vi um carro querendo sair da vaga na minha frente, eu já estava perto, olhei no retrovisor dele, ele estava me vendo, passei do lado. ele saiu assim mesmo, eu desviei, beleza. mas, como nunca poderia ter terminado assim, senti a bicicleta acelerando bruscamente; o cara tinha batido atrás de mim! ou empurrado de propósito, não sei, tinha uma cara meio estranha, doente, quem sabe, em carro de empresa. não pediu desculpas, quase me mata lá, e ainda fica olhando esquisito. a sorte é que eu estava muito pesado, então a bicicleta se manteve mais ou menos estável. e ai sim, a maíra viu, eu fiquei meio chocado quando cheguei na fau, estava tremendo um pouco e tal, acho que mais pela atitude do cara que pelo susto mesmo. até porque, por incrível que pareça, não é a primeira vez que isso acontece, já me aconteceu na sumaré, com um taxista um tempo atrás. de qualquer forma, o anjo deve ser forte.
descobri ontem à noite que sou finalista da 18º edição do programa nascente, 2010! vejamos o que acontece desta vez. o legal deste ano é que meu irmão, márcio, também é finalista mas na categoria design, com a produção gráfica (ilustração e encadernação) do conto 'orientação dos gatos', de júlio cortázar. o marcinho faz ciências sociais e toca um blogs também:
marcio - nascente 2010
bom, é isso ai, só para ficar registrado. ah, bom, desta vez não vai ter taaaaanta produção como teve ano passado, já que não pretendo desenhar uma fotografia na parede... ah, o link para as minhas propostas está ai embaixo:
daniloz - nascente 2010
último desenho da primeira visita, o quarto. amanhã ∆á vou lá começar tuuuuudo de novo.
terceiro desenho da visita do dia 22.04.2010. notem um rapaz correndo pela calçada; ele vinha em minha direção dizendo para que eu não pulasse! depois lhe expliquei que só estava desenhando e tal, e ele me advertiu para que me segurasse bem, já que eu estava sentado à cavalo na mureta do córrego. mais tarde, quando já tinha terminado o desenho, ele veio me perguntar se tinha dado certo, e no que lhe mostrei, ele falou: 'pô mano, cê desenha bem prá caráio!', ficou realmente impressionado e queria saber de qualquer jeito porque é que eu estava fazendo estes desenhos, e então lhe espliquei sucintamente que era um trabalho de escola e que partia do princípio que 'isso tudo podia ser bonito, não podia?'.
chuvarada, em algum momento do mês passado. achei os planos de neblina bem bonitos.
praticamente a mesma vista mas à noite, foto de longa exposição, se não me engano 1s ou um pouco mais no famoso 'B'.
segundo desenho da primeira visita 'valendo' ao tamanduateí. reparem, neste e nos próximos posts, como o céu vai variar, acho que é um dos itens que eu tenho mais dúvidas de como proceder. ah, o mesmo vale para o asfalto, acho que nos outros dois desenhos eu resolvi isto melhor.
este primeiro desenho é, na verdade, o definitivo só em linhas, depois de eu já ter passado à caneta aqui em casa.
e aqui a versão final, com céu tempestuoso e tudo mais. o céu eu confesso que me fugiu um pouco ao controle, mas faz parte da coisa, ainda que o rio pareça uma foto de longa exposição, achei que deu um efeito de transitoriedade interessante. bom, foi dada a largada, pelo meu cronograma, 4 desenhos por semana, 8 semanas, eu já estou uma atrasado.
estas fotos eu tirei outro dia no cepeusp (centro de práticas esportivas da usp), um pouco antes do meu treino. são fotos de longa exposição; sempre por volta de 1s ou um pouco mais, no famoso chutômetro.
esta grande estrutura é o velódromo, que hoje só funciona como uma quadra mal-iluminada, porque toda a iluminação se concentra em cima desta marquise, de um lado apenas, sendo muito forte e causando forte ofuscamento enquanto a real luminosidade é pequena. ou seja, é foda, porque a quadra é escura e se erramos o gol, as bolas vão parar nos calabolços xexelentos.
esta foto foi tirada de cima do velódromo também mas voltada para fora dele, para a pista de atletismo.
esta última mostra bem o problema com os refletores, e também o quanto esta pista meio inútil é fotogênica.
último desenho da segunda visita ao tamanduateí. esta semana já começo a fazer os desenhos no tamanho definitivo, como expliquei no post anterior. desta visita, este foi o único desenho que gostei de fato, e mesmo assim o enquadramento me incomodou.
tirei estas fotos em algum momento do mês passado, no lançamento do livro do macaparana na DAN galeria, lá na rua estados unidos com a haddock lobo, se não me engano. a maíra teve uma participação importante lá na preparação do livro e acompanhamento na gráfica quando ainda trabalhava lá na Maidesign, com a maína.
eu me surpreendi muito positivamente com o trabalho do macaparana, gostei demais, é de um requinte e perfeição inacreditáveis, são verdadeiras cidadezinhas de papel. esta foto ai em cima é uma das minhas preferidas deste quarto filme com a M3.
maíra no reflexo do quadro (era de um vermelho inacreditável).
mairinha.
minha mãe, o marcinho e um cara para lá de esquisito atrás...
maíra conversando com o delmar mavigner, designer responsável pela diagramação do livro, que, aliás, ficou lindíssimo.
laurinha, maíra, marcinho e delmar.
laurinha muito além da conversa da maína, minha mãe e do mário.